sexta-feira, 29 de junho de 2012

Reitor da UFTM recebe CLG docente, com observadores dos CLGs dos técnicos e discente

A primeira reunião de negociação com o reitor da UFTM teve pouco avanço, e contou com a participação de observadores dos comandos.  O reitor não apresentou proposta alguma acerca da pauta de reivindicações entregue no dia 18 de junho.  Os docentes apresentaram alguns pontos considerados urgentes pela última assembléia geral, e estabeleceram um diálogo com vistas ao avanço das negociações.

Os pontos apresentados foram: Plano Diretor, distribuição das novas vagas de docentes e técnicos, EBSERH, acesso à TV Universitária.

Sobre o primeiro ponto, ficou acertado o Seminário, conforme deliberado em Assembléia, para o dia 10 de julho, bem como o compromisso da reitoria em informar o andamento do atual PDI.  Apesar das discussões, o reitor não se comprometeu em suspender o atual cronograma institucional do PDI em andamento.

Sobre a EBSERH, o reitor negou inicialmente qualquer adesão ou existência de minuta de contrato, dando a impressão de não haver esse debate na UFTM.  Após ser questionado sobre alguma carta de intenções, o reitor assumiu que esse documento já foi enviado ao MEC, com a indicação favorável à adesão.  Ele foi questionado sobre o porque da decisão não ter sido precedida de debate com a comunidade universitária, tendo respondido que há um entendimento que essa questão é de interesse prioritário do H.C., e teria sido discutido exclusivamente nessa esfera.  Foi firmado um compromisso de tornar pública essa carta de intenções, bem como a realização de um seminário sobre o assunto na próxima semana.

Sobre a distribuição das novas vagas, o reitor informou que a PROENS está finalizando os dados a partir de informações dos institutos acerca das necessidades da UFTM e de cada setor.  Informou ainda que a relação entre professores e alunos defendida pelo MEC não condiz que a argumentação governamental, uma vez que é fundada na média européia que estabelece 12 alunos por docentes nas universidades públicas.  Esse ponto ficou em aberto, uma vez que segundo o reitor isso é atribuição dos INSTITUTOS e a aprovação das vagas passa exclusivamente pelo CONSU.

Acerca do acesso à TV Universitária,  para apresentarmos à população nossas reivindicações e informações sobre a greve, o reitor apresentou a situação em que ela se encontra juridicamente, vinculada à FUREU, e assumiu o compromisso de abrir espaço na grade de programação aos Comandos Locais de Greve.  Para isso ele pediu que indicássemos uma data e horário, bem como a duração do programa, para que isso fosse viabilizado.

Ao final, o reitor ainda foi indagado acerca de memorando encaminhado à departamentos solicitando dados dos grevistas, bem como seus pontos, o que ele negou conhecimento.  Foi indicado ainda a importância da reitoria se pronunciar publicamente sobre o movimento grevista, mas sobre isso o reitor não comentou.  Não ficou acertada a data da próxima reunião de negociação local, que deverá contar ainda com os CLG dos técnicos e dos discentes.

Universidade Pública, Gratuíta e de Qualidade. Essa é a nossa bandeira!

Comissão de Comunicação
Comando Local de Greve - CLG/UFTM
Uberaba, 29 de junho de 2012

Foto: Flávio Saldanha

COENS aprova suspensão do calendário acadêmico

Após duas reuniões extraordinárias, a primeira delas convocada pelo conselheiros do COENS, foi aprovada a suspensão do calendário acadêmico na UFTM, com uma minuta de resolução tendo sido enviada ao CONSU.

Apesar de mudanças de última hora na proposta feita pelo movimento grevista por docentes que não aderiram à greve (CEFORES e setores do ICTE), a suspensão do calendário acadêmico é uma vitória conquistada, mas deverá ser bem acompanhada pelos Comandos de Greve para sua efetiva aplicação, sobretudo no tocante aos direitos dos alunos, uma vez que mudanças no texto apresentado relativizaram esse ponto.

Casos de assédio moral poderão se analisados por comissão paritária, criada após a greve, o que poderá inclusive gerar ações contra setores que hoje ameaçam alunos, técnicos e docentes.

Em votação empatada por 18 votos, pró-reitor de Ensino usou o voto de minerva e retirou o CEFORES dessa resolução, atendendo a interesses corporativistas e fragmentando a UFTM.

Nos links abaixo, texto encaminhado ao CONSU e texto proposto pelos CLG's:


Universidade Pública, Gratuíta e de Qualidade. Essa é a nossa bandeira!

Comissão de Comunicação
Comando Local de Greve - CLG/UFTM
Uberaba, 29 de junho de 2012

28/6 - Mapa da Greve

Seminário: “A realidade dos hospitais universitários e a EBSERH”

Fiquem atentos!

Acontecerá na próxima semana importante Seminário sobre a EBSERH.

Serão convidados palestrantes com profundo conhecimento sobre o assunto. As datas previstas são dia 04/07 ou 05/07, no período da tarde.

Nossa participação é fundamental.

Esse evento é iniciativa dos CLG’s (Docentes, Técnico-administrativos e Discentes).

Universidade Pública, Gratuíta e de Qualidade. Essa é a nossa bandeira!

Comissão Paritária de Greve
Uberaba, 29 de junho de 2012

Grevistas da UFTM discutem Empresa de Serviço Hospitalar

Técnicos administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que estão em greve há 28 dias, se reuniram com reitor da instituição, Virmondes Rodrigues Junior. O encontro foi a oportunidade para discutir sobre a Empresa Brasileira de Serviço Hospitalar, que vai privatizar o Hospital de Clínicas.

De acordo com a coordenadora-geral do Sinte-MED, Mirtes Reis, uma das reivindicações da categoria é justamente esta, contra a privatização do Hospital de Clínicas, haja vista que surgiram especulações de que o reitor já havia assinado um documento, dando o primeiro passo para a terceirização do hospital. “Nesta semana, o reitor já estava com reunião agendada com o conselho universitário, e o comando de greve aproveitou a oportunidade para apresentar as reivindicações e questioná-lo sobre esta privatização. Mas ele nos garantiu que não assinou nenhum documento sobre este assunto, apesar de que os diretores já anunciaram que o hospital está sendo gerido por uma empresa”, explica Mirtes.

Entretanto, esta garantia foi dada pelo reitor em uma reunião realizada na quarta-feira pela manhã, e no período da tarde, em um encontro com o comando de greve dos docentes, o discurso era outro. “Ele disse aos professores que realmente assinou a carta de intenção aderindo à empresa, e que a mesma já foi enviada ao Ministério da Educação”, afirma a sindicalista.

Diante desta situação, Mirtes afirma que Virmondes estava sendo omisso com suas palavras, dizendo algo para o comando de greve dos técnicos administrativos e outra posição totalmente diferente aos docentes. “Queremos algo concreto. Diante disso ficou acertado que vai ser realizada uma plenária na semana que vem, em que o assunto será discutido com a comunidade”, explica Mirtes, ressaltando que o assunto será esclarecido.

Já em relação à greve, segundo Mirtes, a adesão de técnicos é grande, cerca de 60% de trabalhadores estão parados. Mas quanto à negociação com o Governo Federal, ainda não existem avanços, a greve continua por tempo indeterminado.

Fonte: Jornal da Manhã (29/6/2012)

Alunos e professores de instituições federais fazem manifestação em Uberaba, MG

Eles pedem melhorias nas condições de trabalho e reposição salarial.
Possibilidade de privatização do HC é ponto forte da greve da UFTM.

Do G1 Triângulo Mineiro

Professores e alunos das instituições federais de ensino superior em Uberaba, no Triângulo Mineiro, realizaram manifestações na porta do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM).

As principais reivindicações são melhorias nas condições de trabalho, mais concursos públicos e a reposição salarial da inflação, acumulada em 20%. “Até o momento nós não temos nenhuma negociação e nós precisamos deixar bem claro para a população que não estamos só reivindicando aumento salarial”, contou a coordenadora do Sindicatos dos Técnicos Administrativos da UFTM, Mirtes Reis.

Um dos pontos fortes da greve na UFTM é a possibilidade de privatização do hospital. Os estudantes, professores e servidores temem que a privatização venha a prejudicar a população carente. Se a medida for concretizada, 50% dos leitos do Hospital de Clínicas da UFTM poderão ser divididos com planos de saúde da iniciativa privada. “Estamos tentando conscientizar a população que a nossa causa é da cidade, uma causa da região”, disse o professor do comando de greve, Bruno Cursino.

A pauta ganhou a adesão de cerca de quatro mil alunos. “A gente luta para ter uma universidade pública igual ao que o governo mostra na tv porque a gente que está dentro da universidade sabe que a realidade é completamente diferente”, disse a universitária Vivian Freitas.

Outro problema enfrentado pelos alunos é a falta de estrutura. “Faltam estrutura, laboratórios, salas de aulas para todos os cursos, Restaurante Universitário que não tem até hoje”, desabafou a universitária Gisele Araújo.

O Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) também iniciou protestos com alunos e professores. “Temos feito reuniões desde 2001 com o governo federal. O sindicato nacional participa dessas reuniões, mas ainda não tem nada definido”, contou a professora Daniela Resende.

Fonte: G1 Triângulo Mineiro (29/6/2012)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Professores de universidades participam de Ato Nacional em Defesa da Verba para Educação

Juliana Ferreira, do R7 MG

Professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) , UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri) e IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais) fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (28) em frente ao Banco Central, no bairro Santo Agostinho, na região Centro-Sul da capital. Segundo o sindicato da categoria, a intenção dos docentes foi chamar atenção para os problemas da educação superior que os levaram a entrar em greve.

Os docentes deram um abraço simbólico no prédio do Banco Central e de lá partiram em caminhada até a praça sete, passando pela avenida Álvares Cabral. Segundo o sindicato, cerca de 500 pessoas participaram do protesto.

O manifesto faz parte do Ato Nacional em Defesa da Verba para Educação, realizado simultaneamente em todas as capitais do país para pedir o investimento de no mínimo 10% do PIB para a educação. A passeata contou com a participação de alunos e técnico-administrativos, que também estão com os trabalhos paralisados.

Logo após a manifestação, os professores da UFMG seguiram para a Faculdade de Medicina da universidade, onde se reúnem em assembleia para discutir o andamento da greve.

A expectativa é que o sindicato divulgue o número de docentes paralisados na UFMG. Segundo os alunos, as aulas continuam normalmente na maioria das unidades da universidade, que anunciou a greve no dia 19.

Professores em greve
Os docentes estão de braços cruzados por tempo indeterminado desde o dia 17 de maio, quando a paralisação foi deflagrada em todo o País. O Estado concentra o maior número de instituições paradas: dez universidades e três institutos federais.

Os professores pedem um plano de carreira com reposição do salário e equiparação salarial com os funcionários do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia). O piso atual de um professor doutor, no início da carreira, é de R$ 7.333,67. Já um profissional do MCT recebe cerca de R$ 11.000.

Paralisação dos técnicos-administrativos
Os servidores técnico-administrativos estão em greve desde o dia 11 de junho. Segundo a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes), Cristina Del Papa, a paralisação acontece em nível nacional e atinge 70% dos servidores da UFMG e do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) e 80% dos funcionários do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

A categoria pede carga horária de 12h com a redução da jornada de 40h para 30h, a fim de melhorar o atendimento aos alunos dos cursos noturnos. Os servidores também pedem a reposição da perda salarial inflacionária de 30% nos três últimos anos.

Fonte: R7 MG (28/6/2012)

Greve de professores atinge 95% das instituições federais, diz sindicato

Segundo o Andes, apenas 3 universidades e 4 institutos não pararam.
Professores preparam ato em frente ao Banco Central de várias cidades.

Ana Carolina Moreno
Do G1, em São Paulo

A mobilização nacional de professores das instituições federais de ensino pela reestruturação da carreira docente chegou nesta quarta-feira (27) à adesão de 95% das instituições, segundo dados do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Das 59 universidades, 56 têm professores parados (veja lista ao final desta reportagem). Além disso, a greve dos servidores técnicos administrativos atinge 34 dos 38 institutos federais de ciência e tecnologia em 22 estados, além dos dois centros federais de tecnologia e o Colégio Pedro II.

Os docentes preparam, para a manhã desta quinta-feira (28), atos em frente às sedes e subsedes do Banco Central em várias cidades brasileiras.

A categoria dos docentes pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Negociações
O sindicato reclama da morosidade nas negociações e do fato de elas estarem concentradas principalmente nas mãos do Ministério do Planejamento -- quem coordena o processo é o secretário das Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça.

"É uma questão de concepção, essa não é uma discussão numérica. Por se tratar de educação, é uma discussão qualitativa", afirmou ao G1 o professor Tiago Leandro da Cruz Neto, que integra o comando nacional de greve dos docentes.

De acordo com ele, o Ministério do Planejamento "discute apenas números", e não aborda a questão da efetiva reestruturação da carreira, que inclui, por exemplo, permitir que os professores atinjam o topo de sua carreira mais rapidamente, e não logo antes, ou mesmo depois, de atingirem o tempo de contribuição mínima para a aposentadoria.

"O MEC tem participado, mas de forma bastante tímida, precisa ser mais incisiva, a discussão precisa ser qualitativa", disse Cruz Neto.

Outro lado
Procurado pelo G1, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão afirmou, por meio de sua assessoria, que a reunião com as entidades que representam a categoria dos docentes, agendada para o dia 19, mas adiada, deve acontecer na próxima semana, mas ainda sem data confirmada. Ainda de acordo com o ministério, o secretário tem se reunido internamente com membros do governo para encontrar uma solução para o impasse nas negociações.

A última proposta do governo, divulgada em 13 de junho, sugeria que a carreira dos docentes das federais seguissem o mesmo plano de carreira dos servidores do Ministério da Ciência e Tecnologia, que contempla o reajuste salarial e a incorporação das gratificações.

O Ministério da Educação afirmou, em nota, que é importante frisar que, "sobre a greve das instituições federais de ensino superior, quem define a agenda de negociação é o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)".

O MEC disse ainda que tem uma proposta de plano de carreira pronta para apresentar às demais partes, na próxima reunião agendada pelo Ministério do Planejamento. A assessoria de imprensa do Ministério da Educação não divulgou a proposta, mas afirmou que ela prioriza "a dedicação exclusiva e titulação docente".

VEJA AS INSTITUIÇÕES QUE ESTÃO COM PROFESSORES E/OU SERVIDORES EM GREVE

GREVE DE PROFESSORES*
1. Universidade Federal do Amazonas
2. Universidade Federal de Roraima
3. Universidade Federal Rural da Amazônia
4. Universidade Federal do Pará
5. Universidade Federal do Oeste do Pará
6. Universidade Federal do Amapá
7. Universidade Federal do Maranhão
8. Universidade Federal do Piauí
9. Universidade Federal Rural do Semi-Árido
10. Universidade Federal da Paraíba
11. Universidade Federal de Campina Grande
12. Universidade Federal Rural de Pernambuco
13. Universidade Federal de Alagoas
14. Universidade Federal de Sergipe
15. Universidade Federal do Triângulo Mineiro
16. Universidade Federal de Uberlândia
17. Universidade Federal de Viçosa
18. Universidade Federal de Lavras
19. Universidade Federal de Ouro Preto
20. Universidade Federal de São João Del Rey
21. Universidade Federal do Espírito Santo
22. Universidade Federal do Paraná
23. Universidade Federal do Rio Grande
24. Universidade Federal do Mato Grosso
25. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
26. Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri
27. Universidade Tecnológica Federal do Paraná
28. Instituto Federal do Piauí
29. Centro Federal de Educação Tecnológica de MG
30. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
31. Universidade do Vale do São Francisco
32. Universidade Federal de Goiás (Goiânia, Cidade de Goiás, Catalão e Jataí)
33. Universidade Federal de Pernambuco
34. Universidade Federal do Acre
35. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
36. Universidade Federal do Rondônia
37. Universidade de Brasília
38. Universidade Federal de Juiz de Fora
39. Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
40. Universidade Federal do Pampa
41. Universidade Federal de Alfenas
42. Universidade Federal Fluminense
43. Universidade Federal do Rio de Janeiro
44. Universidade Federal de São Paulo
45. Universidade Federal de Grande Dourados
46. Universidade Federal de Santa Maria
47. Universidade Federal do Tocantins
48. Universidade Federal da Bahia
49. Universidade de Integração Latino Americana
50. Universidade Federal do ABC
51. Universidade Federal do Ceará
52. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Campus Três Lagoas)
53. Instituto Federal de Minas Gerais - Formiga
54. Universidade Federal de Minas Gerais
55. Universidade Federal da Fronteira Sul
56. Universidade Federal de Santa Catarina
* Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes)

GREVE DE SERVIDORES**
1. Instituto Federal de Alagoas
2. Instituto Federal do Amazonas
3. Instituto Federal da Bahia
4. Instituto Federal Baiano
5. Instituto Federal do Ceará
6. Instituto Federal de Brasília
7. Instituto Federal do Espírito Santo
8. Instituto Federal de Goiás
9. Instituto Federal Goiano
10. Instituto Federal do Mato Grosso
11. Instituto Federal do Mato Grosso do Sul
12. Instituto Federal de Minas Gerais
13. Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
14. Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
15. Instituto Federal do Sul de Minas Gerais
16. Instituto Federal do Triângulo Mineiro
17. Instituto Federal do Pará
18. Instituto Federal da Paraíba
19. Instituto Federal do Paraná
20. Instituto Federal do Piauí
21. Instituto Federal de Pernambuco
22. Instituto Federal do Sertão Pernambucano
23. Instituto Federal do Rio de Janeiro
24. Instituto Federal Fluminense
25. Instituto Federal de Rondônia
26. Instituto Federal do Rio Grande do Norte
27. Instituto Federal Farroupilha
28. Instituto Federal do Rio Grande do Sul
29. Instituto Federal do Sul
30. Instituto Federal de Santa Catarina
31. Instituto Federal Catarinense
32. Instituto Federal de São Paulo
33. Instituto Federal de Sergipe
34. Instituto Federal do Tocantins
** Fonte: Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe)

Fonte: G1 (28/6/2012)

Greve nas Federais: ANPG solicita à Capes e ao CNPq atenção aos prazos dos pós-graduandos

A ANPG enviou às agências nacionais de fomento, Capes e CNPq, um pedido para que os prazos dos projetos (defesa de dissertação, depósito e etc.) sejam adaptados aos novos calendários acadêmicos das universidades em greve, inclusive no tocante à concessão de bolsas. Leia a íntegra do ofício aqui.

A ANPG desde o início tem acompanhado o cotidiano da greve através das APGs e no dia 13 de junho lançou nota de solidariedade ao movimento, leia aqui.

"Enviamos esta solicitação à Capes e ao CNPq por dois motivos. O primeiro é garantir o direito dos pós-graduandos seguirem o mesmo calendário das universidades, muitos deles alterados em função da greve. Isso pode significar a alteração de uma data de depósito de dissertação ou tese, o que pode vir a exigir, por exemplo, uma extensão do tempo de bolsa deste pesquisador. O segundo motivo é pautar os mais diversos órgãos de governo sobre uma forte greve que toma conta das universidades federais e exige respostas, tanto no sentido de que sejam cumpridos os compromissos com os docentes, quanto no sentido de estabelecer compromissos para a estruturação e expansão das universidades públicas brasileiras", disse a presidenta da ANPG, Luana Barone.

A intenção da entidade é enviar a mesma solicitação também para as fundações de apoio estaduais.

Entenda a greve
Em diversas universidades os estudantes também aderiram à greve dos docentes e técnicos. APG UFPE, APG UFSJ, APG UFBA, APG UFV e o Fórum de Pós-Graduandos da UFPR aprovaram moções de apoio ao movimento. Na UFRJ e na UFF os pós-graduandos paralisaram as atividades.

No domingo (17), durante a Plenária Final do CONEG da UNE, fórum que reúne os Diretórios Centrais dos Estudantes, representantes da Andes e da Federação de Sindicatos de Trabalhadores em Educação das Universidades Brasileiras (Fasubra) receberam o apoio dos estudantes, no sentido de unir forças em torno das reivindicações pela melhoria da Educação.

Desde o dia 17 de maio os docentes das universidades federais estão em greve. No dia 11 de junho foi deflagrada a paralisação dos técnicos administrativos e no dia 13 do mesmo mês foi a vez dos servidores federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica também aderirem ao movimento.

Já são mais de 50 universidades e 4 Institutos Federais sem aulas. Nada menos que 70% do ensino superior federal está com as aulas suspensas, atingindo cerca de um milhão de estudantes.

As principais reivindicações dos trabalhadores são o aumento do piso salarial em 22,8% e a correção das pendências da carreira desde 2007. O piso atual é de R$ 1.034. Os servidores fizeram uma greve de quase quatro meses no ano passado, mas não houve negociação com o governo e a paralisação foi encerrada. De acordo com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), os professores pleiteiam carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.


Fonte: ANPG - Associação Nacional dos Pós-Graduandos (25/6/2012)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Conselho de Ensino aprova a suspensão do calendário acadêmico na UFTM

Decisão suspende todas as atividades de ensino a partir da próxima segunda

Reunido na manhã desta sexta (22), o Conselho de Ensino da Universidade Federal do Triângulo Mineiro - COENS/UFTM aprovou por ampla maioria a suspensão do calendário acadêmico da instituição. Com a medida, todas as atividades de ensino da UFTM (graduação e CEFORES) estarão suspensas a partir de segunda (25), por tempo indeterminado.

Os conselheiros também decidiram por uma nova reunião extraordinária do COENS, agendada para terça (26) de manhã, para definir os termos da resolução a ser apresentada para homologação do Conselho Universitário - CONSU/UFTM, que se reunirá na quarta (27). Até lá, os colegiados de curso poderão fazer apontamentos e indicações na proposta de resolução.

A reunião de hoje contou com presença e voz de representantes dos CLGs (Comandos Locais de Greve) docente, discente e técnico administrativo. Durante o debate, o CLG docente apresentou uma proposta de resolução para a suspensão do calendário acadêmico (veja), distribuída aos conselheiros, que deve servir de base para as discussões nos colegiados de curso e na próxima reunião do COENS.

Votação
Dos 34 conselheiros presentes na instante da votação nominal, 20 (58,8%) se declararam favoráveis à suspensão, 10 (29,4%) se disseram contrários e 4 (11,7%) se abstiveram. A presidência do COENS, a cargo do pró-reitor de Ensino, se comprometeu em informar a decisão dos conselheiros ao CONSU, através de memorando a ser enviado ainda hoje.

O documento deverá ser disponilizado a todos membros do COENS via internet.

Monitoria
Atendendo à solicitação do CLG docente, o Conselho de Ensino também aprovou a suspensão do edital de monitoria, lançado recentemente pela Pró-Reitoria de Ensino - PROENS/UFTM. A medida garante a manutenção das bolsas em vigor, mas impede a realização de novos processos seletivos.

Universidade Pública, Gratuíta e de Qualidade. Essa é a nossa bandeira!

Comissão de Comunicação
Comando Local de Greve - CLG/UFTM
Uberaba, 22 de junho de 2012

Foto: Flávio Saldanha

Carta a Rede Bandeirantes de Comunicação

Ao Diretor de Jornalismo da Rede Bandeirantes de Televisão

Prezado Senhor Fernando Mitre,

Dirigimo-nos respeitosamente ao Departamento de Jornalismo da Rede Bandeirantes, cujo jornalismo é reputado como um dos mais qualificados da televisão brasileira, para refutar a opinião do comentarista Alberto Almeida, emitida no Jornal da Noite no dia 13/06/2012. [veja o vídeo]

O comentarista aproveita o bordão do âncora Boris Casoy  para dizer que a “greve nas universidades é uma vergonha” e começa a elencar de forma simplista os seus argumentos.  Alberto Almeida afirma que as greves são decididas por uma minoria. As atas das assembleias que têm chegado ao Comando Nacional de Greve (CNG) – ANDES/SN mostram que um número representativo de docentes tem comparecido às assembleias , que são abertas  e amplamente divulgadas pelas seções sindicais. É importante frisar que os docentes que comparecem às assembleias têm uma representatividade legítima que não pode ser levianamente desqualificada. São milhares de professores em todos os cantos do país que participam de discussões aprofundadas sobre o tipo de Universidade que queremos.

O segundo argumento elencado pelo comentarista é que cursos de Engenharia, Medicina e Direito nunca param. Uma conferência in loco, papel do bom jornalismo, desmentiria essa afirmação. A ampliação do número de cursos e de campi no Brasil afora (o que defendemos), mas feita sem o devido planejamento (o que criticamos), tem deixado vários cursos em precárias condições de funcionamento - cursos sem laboratórios, sem professores, prédios inacabados- alguns tiveram inclusive que retardar o início do semestre letivo. A precariedade das condições de trabalho atingiu níveis tão alarmantes, que os cursos de Medicina e Direito também aderiram ao movimento paredista.

A verdade é que a desvalorização, por parte do governo, do trabalho docente e da dedicação exclusiva ao ensino, pesquisa e extensão, leva muitos professores desses cursos a procurarem na iniciativa privada complementos salariais. A necessidade de buscar outras fontes de renda precariza as condições de trabalho do professor e pode comprometer a qualidade do Ensino.

Ignorando o direito constitucional, através do qual os trabalhadores têm na greve um instrumento legítimo de reivindicação dos seus direitos, o comentarista diz que as greves dos professores são remuneradas. Todo professor ético, compromissado com a educação de qualidade, repõe as aulas que não foram dadas durante a paralisação, portanto, recebe pelo seu trabalho. Vale lembrar que os professores só consideraram a alternativa da greve depois de dois anos de tratativas com o governo que não resultaram em cumprimento de acordos assinados.

Acrescentamos ainda que o próprio momento da greve é tempo/lugar de reflexão sobre a Universidade, seu papel na construção de cidadania e análise crítica sobre  os rumos  da Educação. As aulas de cidadania que têm sido ministradas nas praças e anfiteatros demonstram que outra Universidade é possível, viva, pulsante, participativa.

Temas fundamentais  como a discussão sobre os modelos produtivistas exigidos pelas agências de fomento (CAPES, CNPq, entre outras), a reflexão sobre as formas de democratização da gestão das Universidades, tem estado no centro dos debates feitos durante essa greve. O apoio maciço dado pelos estudantes, vários deles também votaram pela greve no segmento discente, comprova que a luta pela valorização do trabalho docente é também uma bandeira empunhada por eles.

Alberto Almeida termina por dizer que esta é uma greve conveniente e que não dá em nada. As greves não são convenientes, todos os docentes, estudantes e técnicos administrativos que estão envolvidos na construção do movimento de resistência ao desmonte da Universidade pública têm trabalhado arduamente durante esses dias. Preferíamos estar em sala de aula, prosseguindo nossas pesquisas e orientações, executando as muitas formas de extensão. A paralisação reafirma nossa resistência, nossa dignidade, nosso papel de educadores, conscientes de que sem Universidade pública, gratuita e de qualidade o Brasil jamais fará jus à condição de “gigante” que a propaganda oficial alardeia.

A partir dessas ponderações pedimos ao Departamento de Jornalismo da Band, o direito ao contraditório. O Comando Nacional de Greve e a diretoria do ANDES-SN se colocam à disposição da emissora no endereço e telefones em Brasília para posicionarem-se sobre o assunto.

Gratos pela atenção,

Comando Nacional de Greve - CNG/ANDES-SN
Brasília, 20 de junho de 2012

O erro de diagnóstico da Unifesp

A expansão foi populista. Para os médicos, somos só intrusos. O campus Guarulhos, que nos dá vergonha, é desprezado. A consequência está nos jornais

Henry Burnett*

Em 17 de agosto de 2006, uma excursão saiu de São Paulo em direção ao novo campus Guarulhos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Éramos 30 professores.

Nem todos haviam tomado posse -eu mesmo só assinaria os papéis em outubro. Mas todos tinham sido aprovados em um concurso público muito concorrido. Parecíamos adolescentes na primeira viagem sem os pais. O clima era de festa, euforia e talvez um pouco de nervosismo.

Nunca esqueci a chegada ao campus: a visão dos monturos de aterro, dos tratores e do descampado não foi digna da ideia do que nós conhecíamos de um campus universitário.
Eu me formei em dois: Universidade Federal do Pará e Unicamp. Diferentes, mas dignos do nome de campus. O incômodo era nítido, muitos não disfarçaram as impressões da primeira ida ao bairro dos Pimentas.

Não reproduzo a versão oficial (da Unifesp, MEC ou governo do PT) sobre a razão da escolha daquele lugar (ou falta dela), que desconheço. Sei apenas que era um acordo entre a prefeitura petista de Guarulhos e a reitoria. Tudo com verba do Reuni, programa de apoio a planos de expansão das universidades federais.

Hoje vejo que a tosca decisão pelo local foi política. Não havia um projeto acadêmico, se muito um projeto político-partidário populista.

O projeto acadêmico de expansão da Unifesp para as humanidades éramos nós, professores, alunos e funcionários, que deveríamos ter percebido isso há mais tempo e tomado as rédeas de nosso destino. Lamentavelmente não fizemos isso.

As consequências, incluindo a prisão de alunos, estão em todos os jornais nas últimas semanas, ainda que de modo parcial e irresponsável.

Nos primeiros contatos que tive com os colegas médicos (para quem não sabe, a Unifesp era exclusivamente médica), nunca recebi uma acolhida minimamente gentil. Sempre senti que éramos invasores de um espaço tradicional e intocável.

Mesmo que, para nós, trabalhar numa universidade de ponta em São Paulo fosse uma chance única, as conversas deixavam sempre a impressão de que a Escola Paulista de Medicina era um templo inviolável, que não passávamos de intrusos.

Isso teve momentos oficiais, como numa recepção para nós, quando um eminente médico iniciou a sessão dizendo que precisávamos saber logo que eles, médicos, tinham grande soberba, e que deveríamos aceitar isso desde o início.

Cheguei a pensar que fosse uma brincadeira, dessas que colegas fazem com outros nas empresas, um trote profissional. Ledo engano. A frase mostraria que a Unifesp não fez a menor questão de assimilar a dinâmica de trabalho dos pesquisadores das novas áreas.

Existiram casos até casos cômicos: tentei cadastrar o "1° Simpósio de Teoria Crítica da Unifesp". Ouvi: "Tão novo na Unifesp, o senhor não acha estranho organizar um evento para criticar a nossa universidade?". O evento teve de ser rebatizado: "1° Simpósio Unifesp de Teoria Crítica".

O campus Guarulhos foi tratado nesses seis anos com um constrangedor desprezo pela cúpula da Unifesp. Segue abandonado, como o conheci em 2006. Há agora apenas um novo prédio de aulas batizado apropriadamente pelos alunos de "puxadinho" e um galpão de madeira precário com o bandejão.

No campus, até recentemente invisível para a reitoria e a imprensa, hoje há seis graduações e quatro mestrados. Fruto de um trabalho docente resignado, mas consciente de sua tarefa. Em condições ideais, talvez irradiássemos algo para o entorno. Hoje a maioria sai da aula pensando em como enfrentar a Dutra.

Apesar de uma verba de milhões, até onde sabemos liberada há anos, o novo prédio nunca passa de uma maquete branquinha que adorna a entrada -sempre supostos entraves burocráticos barrando as licitações.

Quando saio do Estado, colegas de outras instituições me tratam com muito respeito. Demorei a entender. Para meu desgosto, vim a saber que isso era fruto da ideia de que éramos privilegiados por trabalhar na Unifesp, "centro de excelência". E eu invejando seus campi arborizados onde tudo funciona, até a internet...

Na minha sala, há três caixas de livros, parte de uma doação dos professores Paulo e Otília Arantes. Não temos onde colocar. Estavam ameaçados por goteiras. Dividimos o acervo nas nossas salas, sem esperança. Meu sentimento maior é vergonha.

Sempre argumentam que o campus tem uma missão: levar "civilização" para a região. Cercados pela periferia, com frequência discutimos como melhorar o transporte público para atender alunos e moradores.

Mas tomar o lugar do Estado é a função da universidade? Confesso que me sinto egoísta, mas creio que não. Nossa função deveria ser educar, algo que parece fazer pouco sentido com a intolerância que hoje domina o campus. Alunos e professores em lados opostos, como inimigos num front onde, fora os intolerantes, todos têm razão. Um entrave coletivo que semana a semana piora, de modo descontrolado. Uma ferida que não sei se vai cicatrizar.

Quem sou eu para ensinar aos médicos como fazer prognósticos, mas tenho certeza que eles sabem as consequências de um diagnóstico tardio.

* Henry Burnett, 40, doutor em filosofia pela Unicamp, é professor do campus de Guarulhos da Unifesp.

Fonte: Folha de S.Paulo (21/6/2012)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Docentes entregam pauta local à reitoria da UFTM

Pauta Local Docente aponta para maior democratização, participação e transparência

Representantes do Comando Local de Greve docente entregaram à reitoria da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), na tarde de ontem (18), documento contendo as reivindicações locais da categoria. Na ocasião, os docentes foram recebidos pelo reitor e a vice-reitora (foto).

Fruto de amplo debate realizado pelos professores em suas assembleias, comissões e grupos de trabalho, a pauta local docente traz um diagnóstico apurado de carências e contradições hoje vividas na UFTM, apontando melhores caminhos para a construção e consolidação da universidade nas áreas de ensino, pesquisa, extensão, planejamento e gestão.

E em todas as áreas, a reivindicação comum por maior democratização das decisões sobre o destino da universidade, com a participação direta e ativa de professores, estudantes e técnicos administrativos, bem com maior transparência de dados e informações sobre a gestão da UFTM, em especial, a respeito do REUNI (veja o documento na íntegra).

Os docentes aguardam agora a conclusão da pauta local dos técnicos administrativos para que, junto com os discentes (que já haviam protocolado na reitoria suas reivindicações), possam definir a Pauta Local Unficada dos três segmentos da UFTM.

Universidade Pública, Gratuíta e de Qualidade. Essa é a nossa bandeira!

Comissão de Comunicação
Comando Local de Greve - CLG/UFTM
Uberaba, 19 de junho de 2012

Foto: Flávio Saldanha

Servidores do IFTM aderem à greve

A partir desta quarta-feira, assim como os técnicos administrativos, professores e estudantes, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, que estão em greve há mais de uma semana, os trabalhadores do instituto também vão parar. Além de reajuste salarial de 22%, a categoria luta pela reestruturação do plano de carreira.

De acordo com Gabriel Jerônimo, do comando de greve, desde o início do mês, os funcionários do IFTM vêm discutindo a possibilidade de deflagrar greve, pois a categoria, que tem o mesmo plano de carreira que os trabalhadores das universidades, está enfrentando o mesmo problema quanto a reajuste salarial. “Em nível nacional, o nosso sindicato já sinalizou o indicativo de greve, e nós, aqui em Uberaba, a partir de uma assembleia realizada na sexta-feira, 15, também decidimos parar por tempo indeterminado, a partir do dia 20 de junho. Mas, antes disso, vamos encaminhar um comunicado à diretoria do instituto e também aos estudantes o nosso posicionamento, com justificativa”, explica Gustavo.

Sobre a adesão, segundo o representante do comando de greve, a previsão é de que tenha uma quantidade significativa de servidores parados, haja vista o descontentamento de todos quanto ao posicionamento do Governo Federal, em relação às negociações e reivindicações, que está criando empecilhos para atender a categoria. “Estamos com uma pauta extensa, lutamos por reajuste de 22,08%, que representa na verdade as perdas salariais. Além disso, para que seja destinado 10% do Produto Interno Bruto à educação pública, à reestruturação do plano de carreira, entre outras”, afirma.

Quanto às manifestações, segundo Gustavo, o grupo deve se reunir para decidir como será o ato de deflagração de greve na quarta-feira. “Vale ressaltar que greve não significa apenas a paralisação das atividades, como também é um momento de dialogar com a sociedade, expondo os motivos das nossas reivindicações e a legitimidade da paralisação”, afirma Gabriel. Ele ressalta que será obedecida a exigência de manutenção dos serviços essenciais, visto que a intenção não é prejudicar a instituição, apenas exercer o direito constitucional de greve.

Fonte: Jornal da Manhã (19/6/2012)

Professores da UFMG confirmam início da greve

Cerca de 300 servidores foram na assembleia da categoria nesta terça-feira e a maioria votou pela paralisação das atividades

Luana Cruz

Os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) confirmaram, em assembleia nesta terça-feira, a greve anunciada na semana passada. Segundo o professor Armando Gil, vice-presidente do Sindicado do Professores de Universidade Federal de Belo Horizonte e Montes Claros (APUBH), cerca de 300 servidores compareceram à reunião no câmpus Pampulha e a maioria votou pela paralisação das atividades.

Os professores da UFMG pedem reestruturação da carreira e aumento do piso salarial para 20 horas semanais. Na sexta-feira eles se reúnem novamente para traçar estratégias da greve. A assessoria da UFMG informou que respeita o direito de greve e disse que não houve alteração na rotina da universidade nesta terça-feira.

Segundo o vice-presidente do sindicato, ao todo são cerca de 2,8 mil professores que podem optar pela greve à partir da orientação do APUBH. O protesto da UFMG tem relação com a paralisação que acontece em quase 50 universidade do país, mas em Minas há revindicações locais que ainda são discutidas pelos servidores e sindicalistas. Professores vinculados ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) estão em greve desde 17 de maio.

Os servidores querem a reestruturação da carreira docente, com valorização do piso salarial, incorporação das gratificações; valorização e melhoria das condições de trabalho. Em Minas, estão em greve: Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).

professores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) entrarão em greve nesta terça-feira (19). Com a adesão dos docentes, chega a 51 o número de instituições federais de ensino superior paralisadas em todo o País

Fonte: Boainformacao.com.br http://www.boainformacao.com.br/2012/06/professores-da-ufmg-entram-em-greve-e-sobe-para-51-o-numero-de-universidades-sem-aula-no-pais/

Formado o Comando Local de Greve dos Servidores, acontece a primeira reunião dos 3 comandos

Depois de deflagrada greve dos Técnicos Administrativos e formando seu respectivo comando local de greve, nessa sexta-feira (15), foi realizada a primeira reunião do G15, a qual reúne 5 representantes de cada CLG dos 3 segmentos da UFTM: discente, docente e técnicos administrativos.

A reunião teve por objetivo discutir as ações a serem realizadas em conjunto a partir de agora, uma vez que agora os 3 segmentos encontram-se em greve, reforçando ainda mais a parceria entre as três categorias. Atos conjuntos e unificação de pauta foram os principais pontos discutidos na reunião. A pauta local dos alunos já foi protocolada junto à Reitoria no dia 23/05/12, sendo que a dos professores foi protocolada hoje, 18/06/12. Os técnicos estão fechando sua pauta para que seja entregue o mais breve possível à Reitoria.

Outra questão abordada foi a questão da reunião do COENS para o congelamento do Calendário Acadêmico, sendo que estão sendo providenciadas medidas para que seja acelerado o processo de convocação da reunião. Carta já foi enviada à Pró-Reitoria de Ensino (PROENS) solicitando agendamento breve da reunião.


Fonte: Blog do Comando Local Discente - UFTM

Comunicado Especial - CNG/ANDES-SN

1- Avaliação

No dia de hoje, 18 de junho, o governo anunciou a suspensão da reunião agendada para esta terça-feira. A presença e o forte impacto do movimento obrigou o governo a reconhecer a greve dirigida pelo ANDES-SN e a comprometer-se a apresentar uma proposta diante de nossa pauta de reivindicações. No entanto, com o adiamento da reunião marcada para esta terça-feira dia 19 de junho, o governo indica que está disposto a assumir o desgaste público pela sua atitude protelatória, medindo forças com o movimento e buscando incidir sobre as bases em greve com as especulações abstratas em torno da “referência na carreira de C&T” e impacto financeiro das propostas. Nosso debate, entretanto, não pode partir e se limitar a valores salariais. O debate sobre carreira e condições de trabalho materializa a discussão de fundo sobre projetos de Universidade e Educação Pública.

A greve dos(as) docentes das Instituições Federais de Ensino – agora ampliada para uma greve do conjunto do setor de educação federal – está jogando um papel decisivo na conjuntura. Ela se defronta com um momento chave nacional e internacionalmente, um momento limite, cujo pano de fundo é a crise econômica mundial. Trata-se de uma fase em que o governo brasileiro radicaliza preventivamente as políticas de “austeridade”, que transferem recursos públicos para o setor financeiro e (via subsídios para incentivar ao consumo de bens duráveis e exportação de commodities) para o grande capital em geral, ao mesmo tempo em que retiram direitos dos trabalhadores, possibilitando a ampliação da exploração do trabalho pelo capital.

A força inegável da greve em curso demonstra que os(as) docentes percebem essa situação limite e se mobilizam com disposição inédita nos últimos dez anos porque sabem que garantir uma carreira e condições de trabalho dignas neste momento é uma necessidade, pois significa impor um freio para o desmanche da Universidade Pública e da Educação Pública de qualidade como direito de todos(as). Tal força deriva também da pertinência e representatividade da pauta da greve, centrada nas questões de carreira e condições de trabalho.

Além disso, a greve docente cumpre o papel de fortalecer outros movimentos de greve no setor da educação e entre outras categorias do serviço público federal. A recepção positiva da greve entre amplos setores da sociedade demonstra que ela também está cumprindo a tarefa fundamental de desmascarar a contradição de um governo que diz que “educação é prioridade”, mas trata docentes e instituições com tamanho descaso. O que fica demonstrado pelo simples exame do Orçamento da União. Em 2011, o governo Dilma destinou nada menos de 45% do orçamento do país (708 bilhões de reais) para o pagamento de juros e amortização da dívida pública, reservando apenas 2,99% para a educação (conforme os dados levantados pela Auditoria Cidadã da Dívida).

Diante do quadro aberto pelo adiamento da reunião agendada para 19 de junho, em que o governo tenta desgastar o movimento, nos cabe a única resposta possível: avançar com a greve, através de uma ênfase nos próximos dias em cinco eixos de intervenção, dos quais derivarão encaminhamentos específicos:

1- Ampliar a greve, mobilizando as bases já paralisadas para as atividades de greve, avançando na sua deflagração naquelas poucas Universidades em que ela ainda não se materializou, em direção a uma greve de todas as IFE, assim como aprofundar a articulação com os demais setores em greve, avançando na construção de atividades e intervenções conjuntas;

2- Fortalecer nas bases do movimento a discussão sobre o embate de projetos estratégicos que está por trás das alternativas de proposta de carreira. Ao comentar de forma difusa que sua proposta tomará como referência salarial a carreira de C&T (cujos fundamentos não agradam nem aos servidores do setor e estão distantes da nossa concepção), o governo sinaliza sua intenção de confundir as bases em greve com o debate sobre valores de salários, escamoteando o projeto de universidade e trabalho docente que a esses valores pode estar acoplado (com avaliações para progressão e gratificações variáveis de cunho produtivista; falta de paridade para os aposentados; desvalorização da DE; dissociação entre ensino, pesquisa e extensão, etc.). Antes de correr atrás de desastradas comparações com outras categorias ou em busca de cálculos sobre impactos orçamentários, devemos estar concentrados no que estrutura de forma duradoura o trabalho docente, garantindo os direitos através de uma carreira coerente;

3- Com o adiamento da reunião o governo evidencia que sua proposta se subordinará a um limite de impacto financeiro, procurando inverter a lógica de negociação para colocar à frente do debate de concepção conceitual e estrutural da carreira a questão dos recursos, tentando com isso confundir o movimento. É fundamental que nesta semana os CLGs e AGs debatam esses elementos e indiquem claramente o repúdio a essas manobras do governo, reforçando que a resolução da greve depende de respostas a nossa pauta de reivindicações (carreira proposta pelo ANDES-SN e condições de trabalho). Está evidente e deve ser reforçado para o movimento que só há uma proposta de carreira na mesa que contempla a carreira única entre professores de ensino superior e de ensino básico técnico e tecnológico; a paridade entre ativos e aposentados; a garantia de que os que ingressam tenham direito a progressão até o final da carreira; a valorização da Dedicação Exclusiva; valorização do piso adotando a referência do salário mínimo do Dieese; restabelecimento da malha salarial e um trabalho docente pautado pelos princípios de uma universidade pública de qualidade. Essa é a proposta apresentada pelo ANDES-SN;

4- Sistematizar as informações e trabalhar na construção e publicização de dossiês e outras formas de denúncia das condições precarizadas em que está se dando a expansão das instituições, subsidiando o debate sobre nossas reivindicações específicas no ponto de condições de trabalho de nossa pauta docente;

5- Denunciar fortemente, em todos os espaços disponíveis, o desrespeito do governo com os movimentos de greve, descumprindo os calendários por ele mesmo estabelecidos, responsabilizando-o diretamente pela continuidade e duração da greve. Para tanto devem ser acionados instrumentos como a produção de notas, contatos e entrevistas para a imprensa, pressão sobre os parlamentares nos estados, novas mobilizações da comunidade acadêmica, atos públicos unificados com os demais setores em greve. Fundamentais nessa direção, nos próximos dias, são as nossas atividades relacionadas a Rio +20/Cúpula dos Povos, pela visibilidade desses eventos.

2- Encaminhamentos

2.1- Agenda de mobilização:

a) Manutenção das vigílias e atos agendadas para 19/06, com o caráter de protesto contra a suspensão pelo governo da reunião de negociação;

b) Participação nas atividades da Cúpula dos Povos em 20/06, organizadas pelos servidores públicos no Rio de Janeiro, com ato do setor da educação às 13h na ALERJ e coluna na Marcha que partirá da Candelária às 14h;

c) Atos nas sedes do Banco Central nas capitais, no dia 28/06, organizados regionalmente pelos comandos locais e regionais, em articulação com todos os setores em greve da área da Educação e dos Servidores Públicos Federais, com caráter de denúncia das prioridades orçamentárias centradas no pagamento da dívida, em detrimento das políticas públicas que atendam aos interesses da maioria da população.

Comando Nacional de Greve - CNG/ANDES-SN
Brasília, 18 de junho de 2012

Clique aqui para o ver o Comunicado Especial em arquivo pdf.

Boletim Eletrônico 04 - Comissão de Comunicação - CLG/UFTM

Agenda
VIGÍLIA DE GREVE
19/6 (terça) - 17h
Escadaria do CE

ASSEMBLEIA GERAL DOCENTE
20/6 (quarta) - 13h30
ICTE - Univercidade (sala D3)

CINE POPULAR
21/7 (quinta) - 18h
Urbano Salomão
Docentes da UFTM entregarão pauta local à reitoria na próxima segunda-feira
Após amplos debates em GT's, Assembléias Gerais, reuniões em Institutos e Departamentos, os docentes da UFTM entregarão na próxima segunda-feira, a Pauta Local de reivindicações.  Entre as propostas, está a elaboração coletiva e de forma democrática de um Plano Diretor que represente de fato os anseios da comunidade acadêmica acerca de que UFTM queremos.  Após a entrega que ocorrerá em reunião com o reitor, na sala do CONSU, disponibilizaremos o texto completo no BLOG DA GREVE.

Próxima Assembleia Geral dos Docentes será no ICTE
A próxima Assembléia Geral dos Docentes ocorrerá na sala D3, no ICTE (Univerdecidade).  Será a oportunidade de avançarmos na discussão do movimento grevista nacional e local naquele importante Instituto da UFTM, quando os docentes e demais segmentos universitários poderão tirar dúvidas, levantarem sugestões e, sobretudo, integrarem-se ao movimento.  Participem!

O ponto de encontro para quem precisar de carona para a Assembléia será o saguão térreo do C.E., a partir das 12:30h.

Edital para monitorias deixa comunidade docente e discente indignadas
Docentes e discentes da UFTM ficaram indignados com a pressão exercida pela Pró-Reitoria de Ensino com a publicação de edital para monitorias no momento em que mais de 80% dos docentes estão com atividades didáticas suspensas.  O Comando Local de Greve - CLG enviou memorando ao pró-reitor de ensino solicitando a suspensão do edital.

Movimento grevista ganha o país: agora UFMG, IFPR, UFG, UFC, UNILAB, UFMS e UFSCar (campi Sorocaba e Araras) aderem à greve
Mais da metade da base ligada ao PROIFES aderiu ao movimento nacional grevista.  UFMG, que é independente do ANDES e do PROIFES, também começará greve a partir do dia 19 de junho.  Já são 57 instituições federais em greve em todo o país.

Leia notícias em cada link:

Inquérito do MPF vai apurar repasse do governo ao presidente do PROIFES
Em atendimento a um recurso do Andes-SN contra uma decisão anterior de arquivamento do caso, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em repasse de verbas do governo federal para o presidente do Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), professor Gil Vicente Reis Figueiredo.  Gil Vicente recebeu R$ 24.794,55, de acordo com dados disponíveis no Portal da Transparência do governo federal. O Andes-SN encaminhou pedidos de esclarecimentos ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e ao reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho. Como não obteve respostas, encaminhou as denúncias ao MPF.

REUNI e falta de diálogo com o governo são os principais motivos da greve nas universidades federais
No domingo 17, a greve das universidades federais completará um mês. Iniciada com a adesão de 33 instituições, hoje, o movimento já conta com o apoio de 55 universidades e institutos e incomoda o governo.

As reivindicações do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) são antigas e giram em torno de uma reestruturação do plano de carreira dos docentes e melhores condições de trabalho. Ignorada por quase dois anos, a Andes culpa o governo pelas complicações nos calendários de aula das universidades federais. “Estamos buscando uma conversa sobre a reestruturação de carreira desde agosto de 2010 e até agora não temos nada de concreto do governo”, relata a presidente da Andes, Marina Barbosa.

Greve completa 1 mês sem avanço nas negociações
No último dia 12, diretores do ANDES-SN e membros do CNG se reuniram com representantes do governo e de demais setores da educação para a primeira reunião sobre a carreira docente desde a deflagração da greve.  A dificuldade em avançar, segundo Marina Barbosa, presidente do ANDES-SN, está na ausência de flexibilidade do governo em negociar efetivamente com a categoria.  “Não há acordo, porque até o momento não há proposta. Só é possível discutir o futuro do movimento, a partir do momento em que o governo apresentar uma proposta concreta para ser avaliada”, disse.
Andes e Comando Nacional de Greve publicam comunicado especial com balanço da primeira reunião com o governo
Nosso desafio nesse momento é ampliar a luta e manter o foco do movimento centrado na nossa pauta de reivindicações e suas implicações quanto à natureza da atividade acadêmica, a defesa da autonomia universitária e do padrão unitário de qualidade, bem como, da estabilidade jurídica dos conceitos e estrutura salarial da carreira docente. Isto implica prevenir-se de armadilhas como as que foram utilizadas em outros momentos em que ocorreu o afunilamento das negociações e que podem ser reeditadas.

Comando Nacional de Greve publica seus comunicados números:
- 11, 12 e 13

ANDES e Comando Nacional de Greve publicam boletim sobre a greve

Charge

Contacheque

Comissão de Comunicação
Comando Local de Greve - UFTM
Uberaba, 17 de junho de 2012