segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mercadante diz que proposta para professores em greve é final

Diogo Alcântara
Direto de Brasília

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que a proposta de reajuste feita aos professores de ensino superior é "final". O governo oferece um piso de reajuste de 25% nos próximos três anos, podendo chegar a 45% para docentes com doutorado e dedicação exclusiva. Professores universitários de todo o País estão parados desde maio e não aceitam a proposta do governo.

"Não conheço nenhuma outra categoria que tenha proposta como essa nesse quadro de crise internacional", disse Mercadante. Há restrições fiscais pela crise e pela prioridade, que é garantir emprego daqueles que não têm estabilidade", acrescentou.

Segundo o ministro, a proposta feita pelo Executivo aos professores terá um impacto financeiro de R$ 4,3 bilhões. "Numa conjuntura adversa como essa, é o limite do que podemos chegar neste momento", afirmou. "Espero que a partir de agosto a gente possa reestabelecer as aulas para que não haja prejuízo para os alunos."

Entenda a proposta do governo
 O governo federal apresentou no dia 24 de julho uma nova proposta às entidades que representam os professores universitários em greve desde 17 de maio. Os aumentos, que serão escalonados durante os próximos três anos, começam a vigorar a partir de março de 2013. Na proposta anterior, feita no último dia 13, o aumento iria vigorar a partir de julho [veja aqui quadro com as duas propostas].

Fonte: Terra (30/7/2012)

Governo suspende reunião com servidores federais em greve

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério do Planejamento sinalizou que não apresentará amanhã (31) a proposta de reajuste aguardada pelos servidores federais, paralisados há 41 dias. O órgão enviou hoje (30) um ofício à Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) suspendendo as reuniões com a categoria sobre a pauta de reivindicações geral, previstas para esta semana. Os encontros devem ser retomados somente a partir do próximo dia 13. Diante da decisão, o Condsef anunciou que pretende endurecer a greve.

A data (31 de julho) havia sido acordada como prazo final para apresentação de uma proposta, a fim de que os servidores tivessem tempo suficiente para analisá-la. Isso porque após 30 de agosto já não será mais possível modificar a previsão orçamentária para 2013.

Por meio da assessoria de comunicação, o Planejamento confirmou o envio do ofício, mas disse que a negociação da pauta geral foi apenas adiada. Segundo o órgão, as reuniões com as categorias para debater assuntos específicos estão mantidas. Amanhã, está previsto, por exemplo, encontro com servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Para Sérgio Ronaldo da Silva, diretor do Condsef, a suspensão é “mais um sinal de que o governo não tem proposta”. “Ele mesmo [governo] tinha fixado essa data do dia 31. A orientação agora é intensificar a greve e as manifestações em todo o país”, disse. Segundo ele, uma ação de panfletagem está marcada para hoje (30), às 16h, na Rodoviária do Plano Piloto, zona central de Brasília.

Segundo o diretor, os servidores querem a correção da inflação desde 2010 e a aplicação do crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), o que representaria um reajuste salarial de 22,08%. O Ministério do Planejamento, no entanto, descartou a proposta dos grevistas e desde então as categorias esperam uma contraproposta.

No início de julho, o governo autorizou o corte de ponto dos servidores federais em greve. Os funcionários no Distrito Federal recorreram à Justiça, que concedeu liminar suspendendo a medida. O Ministério do Planejamento informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) está recorrendo da decisão.

Fonte: Agência Brasil (30/7/2012)

Mais uma vez vamos fechar a 050

O Comando Local de Greve convoca a todos os trabalhadores da UFTM para participar de um Ato Unificado que acontece amanhã, dia 31 de julho. O CLG informa que a concentração começa no Sinte-Med, às 7h, e às 7h30 no Centro Educacional da UFTM, onde também estarão presentes docentes e discentes. Em seguida, os trabalhadores, docentes e discentes seguem até a BR-050, próximo a passarela do Recreio dos Bandeirantes - sentido São Paulo/Uberlândia, pouco antes de chegar naquela passarela.

A Coordenação do Sinte-Med, juntamente com o CLG, entrou em contato com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Luiz Neiva, que garantiu o fechamento daquela rodovia a partir das 9h. A PRF dará todo o suporte ao movimento dos trabalhadores da UFTM para que a segurança seja garantida.

Durante o fechamento da rodovia, os trabalhadores, docentes e discentes da UFTM estarão com faixas, a fim de conscientizar a população sobre a importância do movimento paredista.

Os CLG's dos trabalhadores, docentes e discentes pedem a quem tem carro, que vá com seu veículo para a porta do CE da UFTM, às 7h30, momento da concentração, a fim de que possa dar carona aos companheiros e companheiras que não têm como se locomover até a BR-050.

Nós, do Sinte-Med, e CLG's esperamos um grande número de pessoas. Nossa luta é legítima. Vamos juntos até a vitória final!!!!

Fonte: Sinte-Med (30/7/2012)

31/7 - Assembleia Geral Docente

Charge - O guru da presidenta Dilma

UFTM em Greve na TV Universitária

Atenção docentes, alunos e técnicos-administrativos,

Hoje, 30 de julho acontecerá programa ao vivo na TV Universitária com a presença de representantes dos CLG's dos três segmentos universitários para discutir com o apresentador Paulo Sarkis os porquês e andamento da greve nas IFE. Pedimos a todos que liguem entre 13h10 e 14h, pois o programa permitirá participações ao vivo.

Telefones: Geral: 3312-2990
Estúdio: 3312-2165

A GREVE É FORTE. A LUTA É AGORA.

ADUFTM E CLG DOCENTE
Uberaba, 30 de julho de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

Greve dos professores adia volta às aulas na Universidade Federal

Retorno às aulas em universidades federais deve ser prorrogado. Por conta da greve dos professores, o início das aulas na Universidade Federal do Triângulo Mineiro não será conforme o estabelecido no calendário escolar. Na instituição não há previsões de quando as aulas serão retomadas, sendo que até momento já foram 76 dias sem aulas.

Em busca de melhores salários e condições de trabalho, os professores de várias instituições de ensino superior do Brasil estão em greve há meses. Em Uberaba, já são mais de dois meses de paralisação, em que cerca de 1.500 alunos estão sem aula. Entretanto, mesmo prejudicados com a greve, vários estudantes se solidarizaram com a causa e defendem o movimento.

O período de negociação começou e o Governo Federal vem apresentando algumas propostas à categoria, que, segundo os docentes, não atendem às reivindicações e, por isso, permanecem em greve. Enquanto isso, segundo nota encaminha pela assessoria de imprensa da UFTM, através do pró-reitor de Ensino, Acir Mário Karwoski, as aulas não serão retomadas no dia 30 de julho, conforme o calendário escolar. Não haverá aulas para veteranos e nem mesmo para os alunos recém-aprovados no vestibular. Continuam apenas os estágios nos cursos de Biomedicina, Enfermagem e Medicina.

Diante desta situação, o comando de greve, através do professor Bruno Cursino, pede a compreensão dos alunos. “Quando a greve terminar, as aulas serão repostas, mas é impossível não dizer que o calendário escolar do segundo semestre está comprometido. Não há perda de semestre, apenas teremos um desarranjo do início do próximo semestre”, explica Bruno, lembrando que grande parte dos alunos aprova a greve.

Já no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em que alguns professores também estão em greve, de acordo com o diretor-geral do Campus I, Rodrigo Afonso Leitão, a manifestação não prejudica o retorno às aulas, haja vista que as atividades começaram na última quarta-feira. “Pela quantidade de docentes que aderiu ao movimento, é possível cumprir o calendário escolar sem problemas. E para aqueles que estão parados, assim que retornarem, as aulas serão repostas”, afirma.

Fonte: Jornal da Manhã (28/7/2012)

Início do segundo semestre letivo é adiado na UFTM

Início do segundo semestre letivo, marcado para segunda-feira, 30, fica adiado. A informação é da Pró-Reitoria de Ensino da UFTM que divulga nota direcionada à comunidade acadêmica.

A definição do calendário deverá discutida após o encerramento do movimento de greve. Também está suspensa a rematrícula, esclarece a Nota.

Segundo o Departamento de Registro e Controle Acadêmico, apenas as matrículas dos candidatos aprovados no Vestibular de Inverno estão sendo efetuadas de acordo com as convocações.

NOTA
A Pró-Reitoria de Ensino - PROENS da Universidade Federal do Triângulo Mineiro informa que docentes e estudantes dos cursos de graduação da UFTM devem aguardar definição do calendário de reposição das aulas e atividades do 1.º semestre letivo de 2012 a ser aprovado pelo Conselho de Ensino - COENS após encerramento do movimento de greve pelo CLG/ADUFTM. Regimentalmente, não é possível realizar rematrículas para o 2.º semestre de 2012 sem conclusão do 1.º semestre letivo.

Professor Dr. Acir Mário Karwoski
Pró-Reitor de Ensino

Fonte: Assessoria de Comunicação - ASCOM/UFTM (27/7/2012)

Governo decide pressionar reitores a retomar aulas

Planalto ameaça punir dirigentes por manter pagamento de professores grevistas
Nenhum docente de universidade federal teve falta motivada pela paralisação, que já dura mais de dois meses

VALDO CRUZ
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

O governo pressionará os reitores das universidades federais a retomar as aulas em agosto, pondo fim à greve que já dura mais de dois meses.

Segundo a Folha apurou, o principal instrumento de pressão será a possibilidade de eles sofrerem uma ação de improbidade administrativa por manter o pagamento do salário dos professores que estão em greve.

A folha de ponto encaminhada por eles ao Ministério do Planejamento não expôs o cenário de paralisação nas instituições -57 das 59 universidades estão sem aulas.

Para a pasta, o cenário é de uma "greve remunerada", o que é visto como inaceitável. O governo espera resposta dos sindicatos e acredita na volta ao trabalho. Se isso não ocorrer, a hipótese de entrar com ação de improbidade administrativa contra os reitores será analisada.

Na avaliação da AGU (Advocacia-Geral da União), a decisão dos reitores das universidades de não cortar o ponto dos professores configura ato passível de ação de improbidade administrativa.

Apesar de terem autonomia administrativa, os reitores têm, segundo o órgão, a responsabilidade de evitar prejuízos ao erário público -o que estaria acontecendo com a manutenção do pagamento de professores.

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, confirmou à Folha que a decisão dos reitores pode levar a uma ação de improbidade administrativa, mas destacou que isso depende de o órgão ser acionado pelos ministérios atingidos.

Recentemente, o governo encaminhou uma orientação a todos os órgãos públicos federais para cortar o pagamento dos dias não trabalhados.

Diversos órgãos apontaram, por meio do Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos), os nomes dos servidores que estão parados.

No caso das universidades, entretanto, não consta, no último mês, nenhuma falta motivada por greve. Ao todo, a categoria reúne pouco menos de 70 mil professores ativos.

Os docentes foram os únicos a receber, até o momento, uma proposta concreta de reajuste salarial. Há duas semanas, o governo anunciou aumentos para a categoria entre 12% e 40%.

A oferta, entretanto, foi rejeitada e a greve se prolongou. Para o governo, a falta de apoio formal dos reitores contribuiu para isso.

Algumas universidades sequer teriam divulgado em seu site a proposta do governo, o que sinalizou que a greve não enfrentava resistência mais expressiva das reitorias.

Nesta semana, diante do impasse, os professores receberam nova oferta, com o mínimo de 25% de reajuste. Os novos valores teriam um impacto de R$ 4,18 bilhões em três anos nos cofres públicos.

O maior sindicato da categoria, entretanto, rejeitou a nova proposta. Ainda não há uma previsão de quando as aulas serão retomadas.

Fonte: Folha de S.Paulo (27/7/2012)

Encaminhamentos das negociações de pauta

Aconteceu ontem (26/07) uma reunião dos 3 CLG (Comandos Locais de Greve) junto à Reitoria para negociação de pauta local. É a segunda reunião que acontece com a Reitoria e o enfoque dado nesta foi a Audiência Pública sobre a EBSERH e sobre a maneira com que serão formadas as comissões de trabalho para a criação do Plano Diretor da UFTM. O enfoque dado a essas duas questões se dá pelo fato de tanto EBSERH quanto o Plano Diretor serem questões que convergem diretamente para a administração da universidade.

É interessante destacar que a UFTM é uma das primeiras instituições de ensino que está negociando a pauta local, o que é um fator positivo, uma vez que os problemas mencionados não são específicos de nossa universidade, mas gerais.

Na próxima segunda (30/07), será exibido na TV Universitária (canal 5), das 13h às 13h50, um debate sobre a greve, com representantes dos 3 CLG, aberto à participação do público por telefone, com o objetivo de esclarecimentos sobre o movimento.

Desta reunião de ontem, ficou-se resolvido que plenárias serão agendadas com as Pró-Reitorias para discussão dos pontos específicos que convergem para a responsabilidade dos Pró-Reitores, para que as negociações sejam mais focalizadas.

Já foi marcada a plenária com a PROACE para o dia 1º de agosto (quarta-feira) no anfiteatro B do CEA, às 14h, em que serão discutidos assuntos relativos à assistência estudantil, que são de grande interesse principalmente para os discentes.

Além disso, já foi agendada a 3ª reunião com a Reitoria para o dia 2 de agosto, das 14h às 15h, na sala do CONSU, em que estão pautados assuntos como Audiência Pública da EBSERH e Plano Diretor, temas que merecem discussões atenciosas e sérias.

Aqueles que se interessarem pelo movimento e querem se inteirar sobre o que está ocorrendo devem ficar atentos às informações postadas no blog e facebook, assim como marcar presença nos próximos eventos e não perder o programa de segunda-feira e a plenária da PROACE, quarta-feira (31/07).

Fonte: Blog do Comando Discente de Greve - UFTM (27/7/2012)

A Assembleia Geral dos Docentes da UFTM rejeitou, mais uma vez, a proposta do governo

Os docentes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM-Uberaba), em Assembleia Geral (AG), realizada no dia 25 de julho de 2012, às 13h30, no anfiteatro B, do Centro Educacional e Administrativo (CEA), rejeitaram, por unanimidade, a nova proposta apresentada pelo governo federal. Ficou marcada para o dia 31 de julho a próxima assembleia dos docentes da UFTM.

A “nova” proposta do governo, apresentada no dia 24 de julho, praticamente não mudou em relação à primeira, apresentada no dia 13 de julho. A “nova” proposta foi rejeitada pelos docentes da UFTM por não atender a reivindicação de reestruturação da carreira docente e também não contemplar os itens da pauta nacional, como a melhoria das condições de trabalho, além de continuar consolidando o produtivismo e a competitividade nas universidades e estimular um “novo” padrão de IES, que prioriza somente a formação imediata da força de trabalho e favorecer processos de privatização.

Alguns docentes revelaram suas preocupações quanto à possibilidade de avanço na conquista de direitos devido ao endurecimento da postura do governo, porém, depois das falas dos representantes do Comando Local de Greve dos Docentes, principalmente, do Prof. Gilberto de Araujo Pereira, professor da área de Estatística da UFTM-Uberaba, e de outros professores presentes na AG, o clima passou a ser de insatisfação com o governo federal e de certeza que a greve, ou melhor, a luta pela melhoria nas universidades públicas, deve continuar. Os professores também se mostraram preocupados com a divulgação de informações falsas na mídia, incentivadas pelo governo federal, que acabam por colocar a população contra os docentes universitários.

Durante a Assembleia, o Prof. Gilberto de Araujo Pereira apresentou tabelas comparativas, por ele elaboradas, e explicou, principalmente, as perdas salariais que continuamos a ter com a nova proposta e a desproporcionalidade entre as Promoções/Progressões docentes. O “aumento” de 45% continua ainda contemplando somente uma pequena parcela da categoria docente. No caso da UFTM, especificamente, que possui aproximadamente 482 professores efetivos e ativos, apenas 11 professores (menos de 2%) seriam contemplados com esses 45%. Além disso, a nova proposta ainda fere a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), pois estipula 12h/aula como o mínimo de carga horária obrigatório. Este aumento em relação à carga horária mínima vigente, que atualmente é de 8 horas/aula, resultará em dificuldades para a manutenção da pesquisa e da extensão, atividades docentes tão importantes quanto o ensino.

Foi aprovado, por unanimidade, o desenvolvimento de ações para intensificar a mobilização: (i) elaborar uma cartilha, direcionada à comunidade, esclarecendo sobre os motivos dos docentes continuarem em greve e esclarecendo que a pauta nacional é mais ampla, não é só salarial e (ii) utilizar a Rádio e a TV Universitária de Uberaba para divulgar o movimento, esclarecer sobre a greve e desmascarar a proposta do governo; (iii) realizar de atos unificados; (iv) produzir e divulgar um vídeo-aula explicativo com uma critica reflexiva sobre a proposta de acordo do governo a ser divulgado em facebook, youtube etc.

A GREVE É FORTE. A LUTA É AGORA!

ADUFTM-SSIND e Comando Local de Greve dos Docentes da UFTM
Uberaba, 26 de julho de 2012

Veja também:
A Assembleia Geral dos Docentes da UFTM rejeitou, mais uma vez, a proposta do governo (pdf)
Comunicado ADUFTM-SSIND - 25/7 (pdf)
Comunicado Especial - CNG/ANDES-SN - 26/7 (pdf)
Comunicado Especial - CNG/ANDES-SN - 23/7 (pdf)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Em nota, sindicato dos professores rejeita proposta do governo

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), principal entidade representativa dos professores de instituições federais de ensino, divulgou nesta quarta-feira um comunicado oficial rejeitando a nova proposta do Ministério do Planejamento.

Veja onde há greve de professores de universidades e institutos federais 

De acordo com o sindicato, o texto foi encaminhado às universidades de todo o País, a fim de embasar as assembleias que acontecerão entre hoje e segunda-feira, dia 30. Nos encontros, será votado o posicionamento de cada instituição sobre o fim ou continuidade da greve dos docentes, que já dura 71 dias.

O comando nacional de greve do Andes reuniu-se ontem pela manhã para debater a proposta do governo, e as discussões se estenderam até depois da meia-noite desta quinta. O documento afirma que as alterações nos percentuais de aumento apresentadas pelo Ministério do Planejamento "foram dirigidas às situações que demonstravam maior perda de valor real até 2015", mas que, mesmo assim, "a maioria dos docentes terão valor real reduzido nos seus salários".

O texto alega ainda que questões consideradas importantes pelos docentes, tais como a estruturação e a progressão de carreira; a gratificação por projetos institucionais e atividade de preceptoria; e os critérios para promoção de professores foram jogadas para frente, ficando sob a dependência da criação de grupos de trabalho.

Para o Andes, isso evidencia "o esforço do governo para retirar os pontos polêmicos da mesa de negociações durante a greve, avocando a si, no futuro, a discricionariedade para tomar as decisões".

Marinalva Oliveira, presidente do Andes, afirma que os percentuais de reajuste apresentados pelo governo - de 25% a 40%, segundo a nova proposta - aparentam ser elevados, mas têm como referência o mês de julho de 2010. "Além disso, a proposta é parcelada em três anos. Se considerada a inflação do período, esses reajustes não cobrem", disse.

A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), sindicato que representa parcela menor da categoria dos docentes, decidiu apoiar a proposta governamental e recomendar o encerramento da greve. A Agência Brasil tentou contato com membros da diretoria da entidade, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.

Entenda a proposta
O governo federal apresentou no dia 24 de julho uma nova proposta às entidades que representam os professores universitários em greve desde 17 de maio. Os aumentos, que serão escalonados durante os próximos três anos, começam a vigorar a partir de março de 2013. Na proposta anterior, feita no último dia 13, o aumento iria vigorar a partir de julho. Veja no quadro abaixo as duas propostas


Fonte: Terra (26/7/2012)

Professores da UFPB seguem recomendação nacional e decidem manter a paralisação

Vanessa Silva
Do NE10/ Paraíba

Durante assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (26) em João Pessoa, os professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram rejeitar a proposta do Governo Federal e dar continuidade à greve, informou a assessoria do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB). A decisão segue a recomendação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

As atividades nas Universidades Federais estão suspensas desde o dia 17 de maio, quando a categoria deflagrou greve. Na Paraíba, são mais de 60 mil alunos sem aulas, 42 mil da UFPB e outros cerca de 20 mil na Federal de Campina Grande (UFCG). Nesta sexta (27) pela manhã é a vez dos docentes da UFCG devem votar se a paralisação na instituição será ou não mantida.

Segundo a assessoria da Associação dos docentes da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB), a segunda proposta, feita por representantes dos Ministérios da Educação e do Planejamento na última terça-feira (24), é semelhante à anterior e não contempla as principais reivindicações da categoria, sobretudo a reestruturação da carreira, considerada pelos professores como primordial.

Fonte: NE 10 (26/7/2012)

Docentes da UFTM rejeitam nova proposta do governo

Após muito debate e profunda avaliação dos dados apresentados pelo Governo Federal, docentes da UFTM reuindos em Assembleia Geral rejeitaram por unanimidade na tarde de ontem (25) a nova proposta e decidiram continuar o movimento grevista.

A GREVE É FORTE, A LUTA É AGORA!


Comando Local de Greve - CLG/UFTM
Uberaba, 26 de julho de 2012

Professores da UFBA rejeitam nova proposta do governo e continuam em greve

Nesta quarta-feira, 25 de julho, os professores da Universidade Federal da Bahia realizaram mais uma assembleia geral. Com a participação de 190 professores foi aprovada a continuidade da greve.

Na ocasião, os docentes discutiram e rejeitaram a nova proposta apresentada pelo governo, pois, com essa proposta, os professores teriam perdas salariais e a desestruturação completa da carreira. Por exemplo, todos os docentes com título de mestre, independente do regime de trabalho, perderiam entre 1,27% a 5,55% dos seus salários até março de 2015, quando da última parcela de reajuste. Também ficou evidente que a nova proposta do governo aprofunda a desestruturação da carreira ao aplicar índices desiguais para docentes com mesmo regime de trabalho e mesma titulação; não contempla a paridade entre ativos e aposentados; parcela o reajuste em 3 partes (março/2013, março/2014 e março/2015); remete para um Grupo de Trabalho, composto por Reitores das Universidades e Institutos Federais, a elaboração de critérios de promoção na carreira.

Portanto, ao contrário do que foi noticiado, é falacioso o reajuste concedido aos docentes, que não seria realmente de 40%, pois, depois de descontada a inflação de 2010 a 2015, os ganhos reais nos salários, chegaria no máximo a 9,5%. Além disso, o número de professores contemplados com este reajuste não representa sequer 10% da categoria. Logo, a proposta do governo não apresenta melhoria salarial para a maioria da categoria e não contempla as demandas dos docentes em relação à carreira e às condições de trabalho. Por fim, os professores repudiaram a posição do Proifes-Federação (Instituição de caráter nacional que se pretende representante dos docentes federais), que, mesmo à revelia das deliberações das assembléias, aceitou a nova proposta do governo.

Em discordância com que apresentou o governo, os docentes defendem i) percentuais fixos para docentes com mesma titulação e mesmo regime de trabalho; ii) salário base calculado pelo DIEESE (R$ 2.329,35); iii) paridade (salários equivalentes) entre ativos e aposentados; iv) critérios de progressão na carreira elaborados dentro de cada universidade, respeitando as características regionais de cada uma.

Além disso, os docentes discutiram a pauta local, que reivindica providências junto à Reitoria da UFBA, estruturada em 5 eixos: i) gestão participativa; ii) defesa do tripé ensino, pesquisa e extensão; iii) melhoria das condições de trabalho; iv) política de assistência estudantil; v) combate à mercantilização, privatização e terceirização.

Por fim, os docentes marcaram a próxima assembleia para o dia 02 de agosto, quinta-feira, às 14:30h, na Faculdade de Arquitetura.

Fonte: Blog do Comando de Greve dos Docentes - UFBA (25/7/2012)

Sindicato dos professores critica nova proposta do governo

O principal sindicato que representa os professores das universidades federais em greve reuniu-se nesta quarta-feira para avaliar a nova proposta apresentada ontem pelo governo. O grupo ainda não terminou a análise e as discussões continuarão durante a noite de hoje, mas a tendência é que a Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes) rejeite a proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento.

A crítica do movimento grevista, de acordo com o diretor da Andes, Josevaldo Cunha, é que o governo manteve a mesma ''essência'' da proposta anterior que tinha sido apresentada no início do mês. Para o sindicato, a proposta não promove uma reestruturação da carreira de fato. De amanhã até segunda-feira os professores de cada instituição deverão discutir a proposta nas assembleias locais.

''O texto mantém a desestruturação da carreira docente, pois propõe pequenas mudanças relativas à promoção na carreira docente e às tabelas salariais correspondentes. A expectativa, no entanto, era que o governo absorvesse as críticas feitas pelo comando nacional de greve e apresentasse nova proposta que, de fato, atendesse às nossas reivindicações'', diz informe do comando de greve.

Apesar da avaliação negativa da Andes, a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa parcela menor da categoria, decidiu hoje que aceita a proposta do governo. Para a federação, as reivindicações foram atendidas e a orientação para os sindicatos filiados ao Proifes é para que a greve seja interrompida.

Na proposta apresentada ontem foram oferecidos reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes - antes alguns níveis da carreira receberiam apenas 12%, não incluída a inflação do período. Além disso, a data para entrada em vigor do aumento foi antecipada do segundo semestre de 2013 para março do ano que vem. O aumento será dado de forma parcelada até 2015.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota defendendo que atendeu às reivindicações principais das representações sindicais e disponibilizou cerca de R$ 4,2 bilhões para a reestruturação da carreira docente, ''com o objetivo de valorizar a titulação e dedicação exclusiva''. A pasta criticou a posição da Andes e disse que ''não há que se falar em desestruturação de carreira''. Os professores universitários estão em greve há 70 dias. Dados da Andes apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais.

Fonte: Terra (25/7/2012)

25/7 - Comunicado do Comando Nacional de Greve - CNG/ANDES-SN

Grevistas rejeitam proposta do governo por falta de fundamento

O comando de greve da UFTM avalia que a rejeição à proposta do governo federal, em assembleia realizada na última quarta-feira (25), com 100% de adesão, confunde a população, e explica que todos os itens avaliados continuam a ser tratados sem fundamentação por parte do governo.
 
De acordo com Ailton Aragão, professor e membro do comando de greve, a primeira colocação que não expressa a realidade é o valor de 45% de aumento distribuído até 2015, relacionada aos docentes e apresentada pelo governo e que, no caso da UFTM, só atinge nove professores dos quase 200. “Fazendo-se a conta até 2015 e considerando índices de reajuste de inflação ou mesmo outros índices do mercado, o aumento real deste professor será de 12% em um período de quatro anos, isto sem considerar as defasagens dos anos anteriores. Para alguns, ficou parecendo que havíamos conseguido até mais do que pedíamos”, desabafa o professor.
 
O professor continua explicando que se este mesmo cálculo for feito para os docentes no começo da carreira, o ganho final, após o escalonamento até 2015, será de apenas 0,85%, mostrando que o governo não tem nenhum indicador financeiro para montar sua proposta de reajuste, e cabe ao próprio governo criar uma lei ou estabelecer uma taxa de reajuste anual para a categoria.
 
A questão da diferença entre níveis em todas as profissões existentes na universidade é mais um motivo para desestruturar o sistema (assistente 1, 2, 3 e 4 ou adjunto 1, 2, 3, 4), tanto em nível salarial quanto em outros aspectos, e é solicitado na pauta da greve que seja unificado e todos sejam considerados professores docentes federais. O governo ainda não se mostrou sensível ao assunto, coloca o professor. “O governo devolveu a proposta mantendo menos níveis, mas ainda colocando subdivisões internas, o que adianta? Outra coisa: quem irá julgar a progressão do docente?”.
 
A qualidade de ensino também está sendo afetada pelas atuais condições de trabalho. O professor conta que faltam salas de aula, laboratório, espaços de reunião, equipamentos de pesquisa. “Por exemplo, tem sala de aula com 80 alunos, tem um grupo de professores que trabalha em ‘baias’ e o mais sério é a falta de laboratórios. Isto afeta a pesquisa e a extensão.”
 
Ele finaliza dizendo que a “credibilidade da instituição fica comprometida, ainda, quando há a contratação de professores não efetivos (substitutos), que não criam vínculo com a universidade e acabam não participando de toda a vida acadêmica, completa o professor. A luta é por ensino de qualidade”.
 

Greve das universidades federais e o silêncio da mídia

por Joana Tavares, no Minas Livre/Filha da Pauta, sugestão de Igor Felippe

Perseu Abramo já dizia, no seu clássico “Padrões de manipulação da grande imprensa”, que a mídia comercial lança mão de diversos artifícios para divulgar uma versão distorcida da realidade. Ele advertia que “não é todo o material que toda a imprensa manipula sempre”, mas que há padrões observáveis no conjunto da produção jornalística que demonstram que a maioria incorre em algum grau de manipulação. E nem é preciso dizer que toda manipulação tem objetivos e interesses.

O primeiro dos padrões levantados pelo jornalista é o da ocultação. Não se trata de falta de conhecimento, mas de um “deliberado silêncio militante sobre determinados fatos da realidade”. Não nos faltam exemplos desse simples artefato de seleção de temas. Privatizações, terceirizações, acidentes de trabalho são comumente relegados a espaços mínimos – isso quando merecem – nos jornais. Denúncias envolvendo colegas da própria mídia patronal então, não entram nem entre míseras aspas. Esse pacto de silêncio cúmplice mostrou toda sua força com o caso Veja-Carlinhos Cachoeira.

Mas esse Filha da Pauta trata de outro aspecto da realidade que não costuma merecer o status de pauta: as greves. Um direito legítimo dos trabalhadores e previsto constitucionalmente, com um amplo leque de abordagens possíveis, não costuma receber relevância nas coberturas. Recentemente, ganhou destaque nas redes sociais a crítica ao silêncio da mídia frente à paralisação dos docentes e funcionários das universidades e institutos federais.

O rico debate possível de ser aberto com esse fato – a situação da universidade pública, o modelo de educação para o país, a visão dos estudantes, funcionários e a opinião dos especialistas no tema, os próprios professores, o impacto da proliferação das faculdades privadas e tantos outros aspectos – foi negado aos leitores. Cinquenta e sete dias depois, vira manchete.

O foco não está nos trabalhadores, mas na proposta do patrão, nesse caso, o governo. No sábado, dia 14, repercutindo a proposta oficial os jornais finalmente trataram do tema. “União propõe aumento de 45% aos professores”, coloca o Estado de Minas em chamada de capa, sem destaque. “Governo propõe salário de R$ 17 mil”, estampa O Tempo, no pé da página, sob o chapéu “Professores”. O Hoje em Dia não dá destaque de capa, nem os populares Extra e Aqui. A Folha de S. Paulo dá manchete: “Governo propõe reajuste de até 40% a docentes” e o Estado de S. Paulo dá chamada de capa: “Governo cede e dá reajuste a professores”.

As matérias são parecidas, e repercutem a coletiva de imprensa da ministra Miriam Belchior. O aumento será escalonado, mas não se explica como. O principal reajuste será para os doutores, e não se explica como ficam os outros trabalhadores em greve, principalmente os funcionários. A Folha e o Estado de Minas frisam que o impacto desse reajuste na folha de pagamento chegará a R$ 3,9 bilhões “aos cofres públicos” ao fim de três anos.

Como se não bastasse essa crítica mal disfarçada sobre o impacto da decisão “aos cofres públicos”, Eliane Cantanhêde, que assina retranca do tema na Folha, coloca que o governo não teme que a proposta de aumento – “bem acima do padrão”, nas palavras da jornalista – sirva de estímulo às demais categorias. Os dois jornais omitem o fato de que 56 das 59 universidades federais aderiram à greve, assim como 34 dos 38 institutos de educação federais.

Os sindicalistas até são ouvidos – seguindo o protocolo de “ouvir os dois lados” – mas sem espaço para aprofundarem suas visões. Em suas falas, podemos perceber que estão insatisfeitos com as propostas, aquém das reivindicações da categoria, mas não é possível saber por quê.

Assim, a grande mídia opera o segundo padrão de manipulação analisado por Perseu Abramo: a fragmentação dos fatos. Sem fazer ligações claras entre os dados, sem apresentar com profundidade as propostas dos grevistas, descontextualiza a greve como evento social e foca sua cobertura sob um aspecto da realidade. Cai assim em cheio no terceiro padrão de manipulação: a inversão.

Ao trocar a importância dos atores – colocando o governo no papel de organizar a realidade – inverte a versão pelo fato. Privilegia o anúncio oficial e ajuda a forjar a ideia de que os professores foram privilegiados por um reajuste acima da média, e que essa conquista não deve servir de exemplo pra ninguém, pois foi uma concessão com o objetivo de “valorizar a educação”.

Como já demonstrou a greve de 112 dias dos professores em Minas Gerais, o papel pedagógico das lutas se faz nas ruas, e a luta em si é uma forma de educação. Pena que a imprensa não tem olhos para ver esse “outro lado” do fato, e achincalha a mobilização de uma categoria tão importante para o país, como se fossem apenas interesseiros atrás de reajustes maiores que a média.

Fonte: Viomundo (18/7/2012)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Representantes dos professores universitários não gostaram da nova proposta de reajuste feita pelo governo

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os representantes das instituições federais de ensino continuam insatisfeitos com a oferta do governo, depois de mais uma rodada de negociação. A nova proposta de reajustes foi apresentada hoje (24) e inclui reajustes que variam de 25% a 40% e a antecipação da vigência do plano de reestruturação de carreiras.

Segundo a presidenta da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, a oferta governamental não teve avanço. “É a mesma essência da proposta anterior, ou seja, não reestrutura a carreira”, reclamou.

A nova proposta será levada às assembleias nos estados. O parecer da categoria deve ser apresentado até a próxima semana. “Vamos levar a proposta às nossas bases, realizar assembleias para que retornemos ao governo com um posicionamento”, disse. Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) também não concordaram com a nova oferta.

Já para o presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, Eduardo Rolim, a proposta do governo atendeu os 15 itens solicitados pela entidade. “O governo atendeu integralmente nossa pauta. É um avanço. Agora, vamos fazer análise e consultar os professores do país inteiro”.

Os professores universitários estão em greve há 69 dias. Dados da Andes e do Sinasefe apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.

Fonte: Agência Brasil (24/7/2012)

Governo oferece nova proposta de reajuste a professores universitários

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo federal cedeu e ofereceu nova proposta de reestruturação de carreira às entidades sindicais dos professores dos institutos e universidades federais. Depois de mais uma rodada de negociação, para colocar fim à greve que já dura 69 dias, foram oferecidos reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes. Além disso, a data para entrada em vigor do aumento foi antecipada.

Na oferta da semana passada, o aumento variava entre 12% e 45%, já somados os 4% aprovados em maio, pela Medida Provisória 568, que teve efeito retroativo a março. A proposta não agradou os representantes da categoria, que alegaram que o governo não contemplou a reestruturação da carreira para todos os níveis de docentes.

A nova proposta do governo foi aumentada em 7,7%. Com isso, a reestruturação de carreira, apresentada hoje (24) aos professores universitários, terá impacto de R$ 4,2 bilhões no Orçamento Federal. O montante é R$ 300 milhões a mais que a oferta anterior, de R$ 3,9 bilhões. Os aumentos, que serão escalonados durante os próximos três anos, começam a vigorar a partir de março de 2013. Na proposta anterior, feita no último dia 13, o aumento iria vigorar a partir de julho do próximo ano.

Para o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a contraproposta mostra o recuo do governo em prol do fim da paralisação e descarta novo aumento. “Em uma negociação sempre tem margem, mas o governo já fez movimento de avanço ouvindo críticas e necessidades. Estamos convictos que essa é proposta para fazer acordo”, assegurou.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marco Antônio de Oliveira, dá a entender que essa é a proposta final e que o governo chegou ao “limite” tanto em “critérios de ascensão quanto em valores”. “Nós já adaptamos a proposta, fizemos uma série de alterações. No caso de valores, chegamos ao limite. Temos que pensar na situação que o país está vivendo de incertezas, que decorre do cenário de crise internacional”, disse.

Leia também:
Governo sugere trégua de 15 dias a servidores em greve

Fonte: Agência Brasil (24/7/2012)

Negociação de professores com Governo termina sem acordo

Sindicatos da categoria apresentaram lista de pontos indispensáveis à solução do conflito. Novo encontro está previsto para esta terça-feira 

Diogo Lopes de Oliveira - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Depois de três horas de negociações, professores e Governo Federal voltaram à estaca zero. Em encontro com representantes dos ministérios do Planejamento (MPOG) e Educação (MEC), diretores do Andes, Proifes e Sinasefe anunciaram que a proposta apresentada na sexta-feira, 13 de julho, foi rejeitada pela categoria.

Como não houve acordo, um novo encontro foi agendado para as 10h desta terça-feira, 24. A greve já dura 68 dias e atinge 58 das 59 instituições federais de ensino superior. “Não avançamos, mas esperamos ampliar o diálogo nos próximos dias”, disse o secretário das Relações do Trabalho do MPOG, Sérgio Mendonça, que deixou o encontro por volta das 19h30 e seguiu para reunião com os ministros Miriam Belchior, do MPOG e Aloizio Mercadante, do MEC. Oficialmente, a assessoria do MPOG disse que os R$ 3,9 bilhões são a última proposta do governo.

Amaro Lins, secretário de Ensino Superior do MEC propôs a criação de um grupo de trabalho composto por reitores das universidades e institutos federais. “Essa equipe deve discutir alguns pontos, como a carga horária mínima, a questão dos professores titulares e a progressão na carreira”, afirmou.

De acordo com os representantes dos três sindicatos presentes à reunião, o governo propôs reajustes salariais que privilegiam os professores doutores com dedicação exclusiva e titulares. As demais categorias teriam benefícios aquém da evolução da inflação de julho de 2010 até 2015, quando o governo pretende concluir o plano para os professores. Os dirigentes sindicais apontaram ainda que a oferta fere a Lei de Diretrizes e Bases, ao exigir 12 horas mínimas semanais de aula, e a autonomia das universidades, ao centralizar no MEC os parâmetros de avaliação institucional para progressão na carreira.

ANDES – Todas as 59 universidades ligadas ao Sindicato Nacional das Docentes das Institutições de Ensino Superior (Andes-SN) decidiram em assembleia não aceitar a proposta do governo. A última universidade a decidir pelo veto à oferta do governo foi a Universidade Federal do Pará, que realizou assembleia nesta segunda-feira, 23.

Em resposta ao governo, as bases conceituais do sindicato citaram 13 pontos necessários para aprimorar a proposta, entre os quais a evolução em percentual uniforme, fixado em lei, na qual a remuneração final da carreira fique em torno de três vezes a inicial. Assim, um professor iniciante, sem titulação e com 20 horas de trabalho semanais, ingressaria na carreira com salário de R$ 2.329,75. Se não tivesse qualquer título, receberia R$ 6.989,25 no ápice de sua trajetória profissional.

O Andes pede ainda que o acordo final da reestruturação de carreira seja firmado na forma de Projeto de Lei. “Chegamos a essa reunião com uma força muito grande, mesmo com a mídia dando a ideia de que o governo estava propondo um aumento de 45% para todos os professores”, disse, antes do encontro, Luiz Henrique Schuch, primeiro vice-presidente do sindicato. “A categoria compreendeu isso e conseguimos reverter esse quadro, o que me deixa otimista quanto à resolução dessa questão”, complementou.

PROIFES – O Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes-Federação) solicitou uma audiência com representantes do Governo Federal e entregou na última quinta-feira, 19, um total de 15 itens indispensáveis para a resolução do impasse. Os principais pontos estão relacionados à carreira, aos valores das tabelas anunciadas e à expansão do ensino superior.

Entre as principais demandas da instituição estão a remoção das barreiras de progressão para os professores do ensino básico, técnico e tecnológico e dos professores universitários. Além disso, o Proifes-Federação pede o fim da restrição de vagas para a promoção para o topo da carreira. “Ninguém pode ganhar menos que a inflação, e o fim das barreiras para se alcançar o topo da carreira são as duas linhas essenciais que o governo não pode deixar de atender”, disse Eduardo Rolim, presidente do Proifes-Federação.

As oito instituições afiliadas ao Proifes-Federação consultaram suas bases. Todas rechaçaram a proposta do governo. Uma reunião do Conselho Deliberativo da instituição, no dia seguinte à apresentação da proposta, contou com representantes das universidades associadas também rejeitaram o conteúdo apresentado pelo governo. Uma nova reunião do Proifes-Federação está marcada para esta terça-feira, 24, a partir de 9h, na sede da instituição em Brasília. Somente a Universidade Federal do Rio Grande do Norte não aderiu à greve.

SINASEFE – Gutenberg de Almeida, coordenador geral do sindicato que representa os professores de ensino superior que não dão aulas em universidades – os de ensino básico, técnico e tecnológico – disse que, pela primeira vez, as três representações que negociam com o governo tiveram o mesmo discurso. “Nossas criticas são muito parecidas; enxergamos as mesmas falhas do governo”, disse.

O sindicato elaborou uma carta com nove pontos que foi entregue na reunião desta segunda-feira. O Sinasefe reivindica percentuais constantes de remuneração para os professores com cargas horárias de 20h e 40h semanais e incorporação total da retribuição por titulação ao vencimento básico.

Apenas sete escolas militares ligadas ao Sinasefe deixaram de aderir ao movimento: os seus 37 institutos federais de ensino superior, quatro centros federais de ensino tecnológico e o Colégio Pedro II do Rio de Janeiro estão todos em greve.

No Sinasefe sequer houve consulta às bases da instituição sobre a proposta. “O plano apresentado ficou tão abaixo das nossas expectativas que o comando nacional de greve, composta por representantes de todas as nossas afiliadas, assumiu a responsabilidade”, disse David Lobão, diretor do Sinasefe.

Fonte: UnB Agência (23/7/2012)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Docentes em greve voltam a se reunir com governo nesta terça-feira

Depois de ouvirem dos dirigentes sindicais que os docentes das Instituições Federais de Ensino (IFE) rejeitaram por unanimidade e de maneira categórica a proposta do governo, representantes do Ministério do Planejamento e da Educação presentes na reunião desta segunda-feira (23) com as entidades sindicais aceitaram marcar para esta terça-feira (24), uma nova reunião na qual o governo avaliará as críticas e sugestões apresentadas. Ainda nesta segunda-feira, o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e o secretário de Ensino Superior do MEC, Amaro Lins, vão se reunir com os ministros Mercadante e Miriam Belchior para debater a questão.

“Eles, os representantes do governo, se mostraram surpresos com o rotundo não que a categoria deu à proposta, mas, ao final da reunião, aceitaram ‘processar’ nas esferas internas do governo os argumentos colocados pelas entidades e ficaram de dar uma resposta amanhã, numa reunião que está pré-agendada para às 10h”, informou a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, ao grupo de professores que acompanhou a reunião do lado de fora do Ministério do Planejamento. Cerca de 100 representantes do CNG do ANDES-SN, do Comando Local de Greve da UnB, do CNG do Sinasefe e do CNG dos Estudantes fizeram vígilia durante toda a reunião, em frente ao bloco C da Esplanada.

Proposta
A reunião, inicialmente marcada para às 14h, começou às 15h50 porque tanto Sérgio Mendonça quanto Amaro Lins estavam em outro encontro com os reitores dos Institutos Federais. Os dirigentes do ANDES-SN foram os primeiros a falar. Na ocasião, foi entregue o posicionamento do CNG/ANDES-SN acerca da proposta apresentada pelo governo (leia aqui).

Além de enumerar os problemas da proposta, o texto aponta um caminho de passos concretos, proposto pelo ANDES-SN, para que as negociações acerca da carreira docente possam avançar. “Mostramos que a proposta do governo não tinha nenhum avanço e, pelo contrário, era um retrocesso à atual carreira que temos”, disse Marinalva.

Apesar de demorarem a aceitar que a proposta do governo era prejudicial para a categoria, os representantes do Executivo concordaram em avaliar, internamente, até onde é possível ir. Em entrevista dada à imprensa, Amaro Lins adiantou que o governo trabalha com a possibilidade de deixar algumas discussões para depois e pensa, para isso, na criação de grupos de trabalho.

Para a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, a categoria deve continuar mobilizada. “O governo só apresentou uma proposta devido à nossa greve. Demos um não ao que foi apresentado, mas temos de continuar em greve e mobilizados para avançarmos”, avalia.

Nesta segunda-feira, a direção do ANDES-SN também protocolou no Ministério da Educação uma carta com a Pauta de Reivindicações relativas às condições de trabalho e estudo nas IFE.

Saiba mais:
Posicionamento do CNG/ANDES-SN  
Tabela com o percentual das perdas salariais contidas na proposta do governo  
Carta entregue ao MEC  
Anexo carta entregue ao MEC 

Fonte: ANDES-SN (23/7/2012)

Sem acordo, greve de professores federais continua

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O impasse entre governo federal e professores de universidades federais continua. Após reunião, a greve, que dura 68 dias, segue sem data para terminar. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, reconhece que não houve avanço nas negociações. “Ainda estamos muito longe de um acordo”, admitiu.

Durante quase três horas, representantes da categoria demonstraram ao governo insatisfação com a proposta de reajuste salarial apresentada no dia 13. Segundo a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, a rejeição foi por unanimidade.

“Temos uma grande divergência com o governo enquanto concepção. O conjunto das entidades rejeitou por unanimidade e o governo avalia que tem avanço nas sua proposta. O que eles oferecem desestrutura ainda mais nossa carreira”, disse Marinalva.

A Andes apresentou ao governo documento com 13 itens que desqualifica a proposta de aumento salarial oferecida pelo governo. Segundo o texto, “a proposta foi elaborada sem a definição de conceitos, de critérios e de índices necessários à reorganização e à afirmação de direitos” e ainda classificou como “desestruturação da carreira docente e da malha salarial correspondente”.

Dados do Andes e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.

Para o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, o governo tem trabalhado “arduamente” para a resolução do problema. “Estamos trabalhando arduamente para chegar a um acordo para que possamos retomar atividades, recuperar o tempo de greve e para que nossos alunos não sofram prejuízos ainda maiores que já tiveram”, disse.

Uma nova reunião foi agendada para às 10h de amanhã (24). Mendonça se reunirá ainda hoje com os ministros do Planejamento, Miriam Belchior, e da Educação, Aloisio Mercadante, para apresentar as reivindicação dos professores universitários federais.

Fonte: Agência Brasil (23/7/2012)

Gerentona?

Quem está na frigideira com a greve de servidores é a doutora Dilma com seus ministros descoordenados

Elio Gaspari 

Não deu outra: o governo produziu um surto grevista no serviço público federal. Estão paradas há dois meses 56 universidades federais e há funcionários em greve em pelo menos 15 repartições de 26 Estados. Chegou-se a essa situação porque a doutora Dilma e seus comissários acharam que podiam enfrentar as reivindicações com onipotência e embromatina.

O surto começou em junho com a greve dos professores de universidades federais. Era uma paralisação parcial, e o governo disse que o problema deveria ser negociado no Ministério do Planejamento, onde a comissária Miriam Belchior informava que não trataria com grevistas. Era o modelo Scania. Em 1978, ele produziu um surto grevista no ABC de São Paulo e dele emergiu um sujeito chamado Lula.

Ao escolher esse caminho, a doutora Dilma cometeu uma imprudência semelhante à do industrial que, diante de uma greve, manda o assunto para uma discussão entre o sindicato e a diretoria financeira da empresa. De lá, só sai uma resposta: não há dinheiro.

A onipotência ruiu numa sexta 13, quando a comissária Belchior apresentou uma proposta aos grevistas. Em quase todos os casos, além de aumentos salariais, os servidores querem planos de carreira prometidos e jamais apresentados.

O comissariado do Planalto quer a coisa (acabar com a greve) e seu contrário (preservar a incolumidade política dos ministros cujas áreas são afetadas pelo movimento).

Aí entra a embromatina. O ministro da Educação sumiu. O da Saúde emudeceu, com servidores da Anvisa parados e com a Funasa parcialmente paralisada. O do Trabalho, não se sabe onde está. O comissário dos movimentos sociais, Gilberto Carvalho, passou por perto, afastou-se e reapareceu, falando em "equacionar as contas", sem que se saiba o que isso quer dizer.

Com as greves espalhadas pelas agências reguladoras, pelo Incra, pelo IBGE e em pelo menos seis ministérios, somando algo entre 150 mil servidores, segundo o governo, e 500 mil, segundo os grevistas, o Planalto soltou o espantalho da crise econômica refletida no Pibinho.

É um truque velho, generaliza o problema com o propósito de não discutir a pauta específica. A crise europeia nada teve a ver com o engavetamento dos planos de carreira dos professores universitários brasileiros. Se um servidor do Judiciário está sem aumento há três anos ou espera pelo plano de carreira há outros tantos, essa argumentação chega a ser desrespeitosa. Ele pode até discordar da extensão das reivindicações do sindicato, mas não quer ser tratado como bobo.

Foi Miriam Belchior quem travou as negociações? Mercadante ficou longe? Padilha se manteve calado? Tudo isso é verdade, mas só aconteceu porque a gerentona Dilma Rousseff desenhou uma estratégia cataléptica que estimulou as greves e acrescentou um desnecessário elemento de tensão. Dificilmente Lula tomaria esse caminho, parecido com o dos generais ou com a severidade de Fernando Henrique Cardoso na greve dos petroleiros de 1995.

Na última opção preferencial pela embromatina, o Planalto ameaça cortar os salários dos grevistas. Nem Ronald Reagan, o exterminador de sindicatos, seria capaz de deixar 55 mil professores sem dois meses de salários. Se a ameaça fosse séria, teria eficácia em junho. É uma parolagem sempre repetida, jamais cumprida. Exatamente por isso as greves no serviço público são duradouras e no setor privado são breves.

Fonte: Folha de S.Paulo (22/7/2012)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Charge - Livro de cabeceira de Dilma Rousseff

Fonte: Latuff

A Assembleia Geral dos Docentes da UFTM rejeita proposta do governo e mantém a greve


Os docentes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM-Uberaba), em Assembleia Geral (AG),realizada no dia 17 de julho de 2012, às 14h, no anfiteatro B, do Centro Educacional e Administrativo (CEA), rejeitaram, por unanimidade, a proposta apresentada pelo governo federal, porém ressaltam que estão abertos a negociação. Por unanimidade, a AG dos Docentes da UFTM também aprovou a manutenção da greve e o desenvolvimento de ações para intensificar a mobilização.

A proposta foi rejeitada pelos docentes da UFTM por não contemplar itens da pauta nacional, como a melhoria das condições de trabalho, além de consolidar o produtivismo nas universidades, incentivar uma contra-reforma universitária associada a uma reforma gerencial em curso no Estado brasileiro; estimular um “novo” padrão de IES, que prioriza somente a formação imediata da força de trabalho e favorecer processos de privatização.

Sobre a proposta apresentada pelo governo, os docentes da UFTM destacaram que a tabela salarial é desproporcional e o aumento de 45% contemplaria somente uma pequena parcela da categoria docente. No caso da UFTM, especificamente, que possui aproximadamente 482 professores efetivos e ativos,apenas 11 professores (menos de 2%) seriam contemplados com esses 45%. Já os docentes em início de carreira e/ou sem doutorado receberiam aumento de somente 16%. Na avaliação da AG e do CLG dos docentes da UFTM, a proposta ainda não segue a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), pois quer estipular 12h/a aula como o mínimo de carga horária obrigatório. Este aumento na relação à carga horária mínima vigente, que atualmente é de 8 horas/aula, resultará em dificuldades para a manutenção da pesquisa e da extensão, atividades docentes importantes e que ao lado do ensino, formam o tripé universitário.

A AG também, por unanimidade, aprovoua indicação de iniciativas políticas que devem ser realizadas pelo movimento, via CNG/ANDES-SN: consolidar a pauta nacional, repactuar do REUNI 1(antes do REUNI 2), EBSERH (manter a coordenação dos HUs), rediscutir a FUNPRESP e realizar esclarecimentos à comunidade sobre a greve e sobre os motivo que levaram os docentes a rejeitarem a proposta do governo.

Por fim, a AG também, por unanimidade, foi a favor da publicação de uma nota paga em jornal de grande circulação, direcionada à comunidade,esclarecendo sobre os motivos dos docentes continuarem em greve e esclarecendo que a pauta nacional é mais ampla, não é só salarial. Nessa nota também se deveevidenciaras verdadeiras condições de trabalho dos professores, ressaltar que muitos desses problemas estão associados à implementação do REUNI sem planejamento nas IEs. Também foi aprovado, por unanimidade, utilizar a Rádio e a TV universitária para divulgar o movimento, esclarecer sobre a greve e desmascarar a proposta do governo.

Ficou marcada para próxima semana uma nova assembleia dos docentes da UFTM em que será avaliada a reunião do governo, agendada par o dia 23 de julho, com as entidades representativas dos docentes.

A GREVE É FORTE. A LUTA É AGORA!

ADUFTM-SSIND e Comando Local de Greve dos Docentes da UFTM
Uberaba, 18 de julho de 2012