quarta-feira, 29 de agosto de 2012

UFTM: com 105 dias, greve ainda persiste

Falta de acordo leva os professores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), corpo discente e técnico administrativo a persistirem com a greve deflagrada há 105 dias.

Das 59 instituições, 53 estão paradas. Segundo informações obtidas por uma fonte da UFTM que preferiu ficar no anonimato, as vagas oferecidas mais que dobraram e o número de municípios atendidos por universidades ou institutos federais pulou de 114, em 2003, para 237, em 2011. “A oferta cresceu, e os problemas acompanharam. Espalham-se pelo país, instalações provisórias em contêineres, e faltam laboratórios e material para as aulas. Ao mesmo tempo, a carreira dos professores foi uma das poucas do serviço público que não foram reestruturadas durante o governo Lula”, argumentou.

Propostas - O governo já apresentou três propostas de negociação, as quais foram rejeitadas pelo Comando Nacional. Segundo os grevistas, além de não suprirem os reajustes anuais de inflação, também não tratam das perdas.

Fonte: Jornal de Uberaba (29/8/2012)

Na Região Norte, professores das universidades federais mantêm greve

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Das oito universidades federais da Região Norte, em pelo menos sete delas os professores permanecem em greve. Ao longo da semana, os docentes farão assembleias para decidir os rumos do movimento. Na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), uma assembleia marcada para amanhã (30) irá decidir se os professores retomam ou não as atividades.

Na Universidade Federal do Amapá (UFAP), Amazonas (UAFM) e Rural da Amazônia (UFRA), o calendário acadêmico foi suspenso e as instituições aguardam o fim da greve para organizar a reposição das aulas. Na Universidade Federal do Acre (UFAC), do Pará (UFPA) e do Tocantins (UFT), também não há previsão do retorno das atividades. A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com a Universidade Federal de Roraima (UFRR) sobre a situação da greve na instituição.

O governo considera que as negociações estão encerradas. Um acordo foi assinado no dia 13 deste mês com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta do governo que prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% para os professores. Já o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), rejeitou o acordo e apresentou uma contraproposta, que não foi aceita pelo governo.

Os técnicos administrativos das universidades federais, que também estavam em greve, concordaram com o reajuste proposto pelo governo e retornaram as atividades esta semana.


Fonte: Agência Brasil (28/8/2012)

CNG Informa

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Docentes em greve participam de audiência no Senado nesta quarta (29)

Representantes do Comando Nacional de Greve dos ANDES-SN participam nesta quarta-feira, a partir das 10h, de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado Federal para discutir o movimento grevista dos professores federais.

A audiência foi requerida pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e Ana Amélia (PP/RS) e contará com a presença de dirigentes das demais entidades do Setor da Educação. A participação de representantes do Ministério da Educação e do Planejamento está prevista, mas ainda não foi confirmada.

Intensificação do movimento
Na avaliação política elaborada pelo CNG/ANDES-SN com base nas deliberações das assembleias da última semana, os docentes apontam para a continuidade da greve e intensificação das ações pela imediata reabertura de negociações. Para isso, o movimento deve garantir, durante a semana, maior visibilidade para a contraproposta apresentada ao governo, através de novos materiais de divulgação e atividades.

Nos encaminhamentos o CNG/ANDES-SN orienta também aos comandos locais, que ainda não providenciaram, fazer a entrega da contraproposta aos dirigentes das instituições, protocolando-a formalmente; fazer a entrega da nossa contraproposta aos parlamentares federais nos Estados e regiões, reafirmando a solicitação para que sejam intermediários pela reabertura das negociações; e pautar nossa contraproposta na mídia para dar visibilidade e intensificar a pressão pela reabertura de negociações.

Confira a agenda:
- Dias 27 a 31 de agosto, divulgar amplamente a nossa contraproposta;

- Dia 29 de agosto, quarta-feira, audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal sobre o “movimento grevista dos professores federais”;

- Dia 30 de agosto, quinta-feira, atos públicos nos Estados;

- Dias 30 e 31 de agosto, rodada nacional de assembléias gerais.

Leia aqui o Comunicado
 


Fonte: ANDES-SN (28/8/2012)

Em São Paulo, das três universidades federais, duas mantêm greve

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Das três universidades federais do estado de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), apenas na última os professores e alunos encerraram a greve e irão voltar às aulas. Nos três campi da UFSCar - em São Carlos, Sorocaba e Araras – as aulas vão retornar no dia 24 de setembro, segundo a Associação dos Docentes da UFSCar (Adufscar).

Dos seis campi da Universidade Federal de São Paulo – em Santos, Diadema, Guarulhos, Osasco, São José dos Campos e São Paulo – apenas o campus de Guarulhos teve a greve dos professores encerrada no dia 16. Os alunos também decidiram, no último dia 23, pôr fim ao movimento. No entanto, não há uma definição ainda sobre quando as aulas devem voltar, segundo a reitoria.

A congregação dos professores precisa definir um cronograma de reposição de aulas dos dias parados. O campus de São Paulo é o mais ativo hoje da universidade, já que permanece, desde o início da greve, com as aulas do quinto e sexto ano do curso de medicina ocorrendo normalmente.

Na Universidade Federal do ABC (UFABC), que conta com dois campi (São Bernardo do Campo e Santo André), permanecem paralisadas as aulas referentes ao segundo quadrimestre de 2012. Também estão suspensos alguns serviços administrativos, como solicitações de equivalência de disciplinas; trancamento de matrícula e matrículas para o 3º quadrimestre de 2012. De acordo com a reitoria, os serviços administrativos considerados essenciais continuam sendo realizados normalmente na universidade.

Já o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), que tem 29 unidades espalhadas pelo estado, estava, de acordo com o último levantamento realizado na sexta-feira (24) pela reitoria, com 50% dos seus servidores paralisados.

Fonte: Agência Brasil (28/8/2012)

31/8 - Assembleia Geral Docente

ASSEMBLEIA GERAL DOS DOCENTES

Edital de Convocação

DATA: 31 de agosto de 2012
HORÁRIO: 08h30m
LOCAL: Sala 06 – Prédio Central da UFTM (em frente ao Mercado Municipal)

PAUTA:
1. Informes
2. Avaliação Política
3. Encaminhamentos.


ADUFTM e Comando Local de Greve
Uberaba, 28 de agosto de 2012

A partir do dia 31, negociações por reajuste serão feitas pelo Congresso

Rosana Hessel 
Vera Batista 

A partir de sexta-feira, 31 de agosto, não estará mais nas costas do governo federal o ônus de negociar com os sindicatos os reajustes salariais dos servidores. A bola passará para o Congresso Nacional, que tem uma bancada de peso eleita por diversas categorias do funcionalismo, principalmente entre os integrantes do PT, partido da presidente Dilma Rousseff. Os parlamentares avaliarão a proposta do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2013 (Ploa 2013), que deverá ser enviada pelo Executivo no último dia deste mês. O texto modificado e aprovado pelos deputados e senadores será encaminhado para a sanção da presidente da República.

O Ministério do Planejamento vem barrando nas negociações pedidos de aumento, sob a alegação de que em tempos de crise o governo não poderá ultrapassar 15,8% divididos em três anos — praticamente a inflação esperada. Algumas categorias têm reivindicação de reajuste que chega a 151%. Se o Congresso decidir ir além do que o governo colocou no Ploa, terá que indicar também a fonte para fazer frente aos novos gastos. Atender todos os pedidos de reajuste do funcionalismo implica desembolso de aproximadamente R$ 90 bilhões, a metade da folha anual hoje.

Fonte: Correio Braziliense (28/8/2012)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Corte de ponto dos servidores em greve poderá ser revisto, diz secretário

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O governo sinalizou hoje (26) que poderá rever a decisão de cortar o ponto dos servidores públicos federais em greve há mais de três meses. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse há pouco que, se for fechado um acordo para reposição dos dias parados, não haverá o corte do ponto e poderá haver a devolução do salário cortado.

De acordo com o secretário, a negociação sobre os percentuais de reajuste e a que discute o fim do corte estão sendo feitas separadamente. “Uma é a negociação da reposição do trabalho, das horas [não trabalhadas] que foram decorrentes da greve. Se houver também uma possibilidade de acordo sobre a reposição do trabalho e das horas de trabalho, faremos um acordo também. Mas um acordo não depende do outro”, disse Mendonça.

“O governo acenou com esta possibilidade para todas as categorias. Há realmente esta possibilidade”, frisou. O secretário acrescentou que se houver a reposição dos dias parados o governo poderá devolver o salário dos servidores que já foram alvo do corte do ponto.

Desde o mês passado, o governo anunciou que faria o corte do ponto dos trabalhadores em greve. Mesmo com a ameaça do corte, o governo manteve as negociações com os servidores.

Na semana passada, quatro entidades sindicais ajuizaram ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra determinação do governo federal de cortar o ponto dos servidores públicos em greve. Os servidores alegam que, até o momento, não há decisão judicial que tenha declarado a ilegalidade da paralisação da categoria.


Fonte: Agência Brasil (26/8/2012)

A greve dos cem dias

Falta de acordo com MEC leva professores à maior paralisação desde 2001

RIO - Os professores das universidades federais enfrentam a maior greve em 11 anos, deflagrada há 98 dias. Das 59 instituições, 53 estão paradas. Desde 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, uma paralisação dos docentes não atinge tantas universidades por tanto tempo. Separados por mais de uma década, os dois movimentos só têm a longevidade em comum. No passado, os principais motores do movimento eram o arrocho salarial e falta de investimento nas universidades. Agora, a luta é por um novo plano de carreira e por melhores condições de ensino, principalmente nas novas unidades criadas a partir de 2007, dentro do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

As vagas oferecidas mais que dobraram, e o número de municípios atendidos por universidades ou institutos federais pulou de 114, em 2003, para 237, em 2011. A oferta cresceu, e os problemas acompanharam. Espalham-se pelo país instalações provisórias em contêineres, e faltam laboratórios e material para aulas. Ao mesmo tempo, os professores são uma das poucas carreiras do serviço público que não foram reestruturadas durante o governo Lula.

— As condições de trabalho com o Reuni, em 2007, pioraram muito, porque a contratação de professores não ocorreu no mesmo ritmo da expansão. Houve uma precarização do trabalho docente, há locais onde os professores dividem a mesma sala de aula, não têm laboratórios para desenvolver pesquisas. Sobre esse ponto, o Ministério da Educação (MEC) nem marcou uma mesa de negociação. O governo quer acabar com a greve vencendo pelo cansaço — critica Marinalva Oliveira, presidente do Sindicato Nacional dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes).

O governo é duro na negociação e fechou um acordo com o ProIfes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que representa apenas oito associações de docentes. Pelo texto, os professores receberiam reajustes que variam entre 25% e 40%, parcelados até 2015. Contudo, o aumento tem como salário-base os vencimentos de 2010, e a proposta não considera a inflação.

Para o Andes, haverá perdas salariais, já que o Índice de Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) prevê uma elevação de 35,5% no período. Além disso, o aumento mais robusto seria dado aos professores titulares, que são minoria. Já o presidente do ProIfes, Eduardo Rolim de Oliveira, defende o acerto com o governo e alega que foi “a melhor proposta recebida” entre todas as categorias. Para ele, o contexto atual é muito diferente do de 11 anos atrás.

— Antes vivíamos um período de arrocho salarial fortíssimo. De julho de 2010 para cá, temos o melhor salário que já tivemos, está bem menos defasado — diz.

Na quinta-feira, o Andes deu sua última cartada ao fazer uma contraproposta que pede apenas a reestruturação da carreira. Qualquer mudança desse tipo deve ser encaminhada até a próxima sexta-feira para valer a partir de 2013, e o governo não parece disposto a voltar às conversas.

Com a mesa de negociação encerrada pelo MEC e a oposição entre os dois sindicatos, houve uma radicalização do movimento. Mesmo em universidades controladas pelo ProIfes, há casos em que os professores decidiram continuar a paralisação. Assembleias lotadas e votações acirradas colocaram em rota de colisão diferentes visões sobre a luta dos docentes e o próprio modelo de carreira dos professores.

Na UFRJ, estudantes e professores favoráveis à greve chegaram a fechar a entrada do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Centro, para impedir que as aulas do curso de História fossem retomadas. O professor e historiador Francisco Carlos Teixeira classificou a atitude de “desrespeito”. Para ele, as propostas defendidas pelo sindicato não o representam, assim como diversos outros professores.

— O discurso sindical é de isonomia na carreira, iguala mérito e tempo de serviço. Mas aqui não é o lugar da isonomia. A universidade é um espaço garantido para o mérito e a produtividade. Precisa-se muito de inovação e tecnologia, e um lugar onde as pessoas progridem por tempo de serviço é um desestímulo total.

O professor da Faculdade de Educação da UFRJ, Marcio Costa, também contrário à greve, vai além. Ele diz que é necessário repensar o financiamento e a estabilidade no emprego.

— Sou contra esse modelo de estabilidade no emprego que nós temos, contra um plano de carreira nacional. Isso é um freio para a universidade. Há uma fantasia de se achar que todas as universidades federais no Brasil podem ser de ponta, mas em nenhum lugar do mundo é assim. O orçamento também não devia ser todo de recursos públicos. Quem pode deveria pagar — defende Costa.

Na proposta de carreira do MEC, estão previstas avaliações dos docentes para que haja progressão, e não apenas o tempo de serviço como deseja o Andes. As regras serão definidas por um grupo de trabalho que ainda será nomeado. Para Marinalva, o plano do sindicato torna a carreira mais atrativa para jovens doutores.

— Hoje, dois professores com a mesma função tem uma valorização diferente. Por isso queremos que a passagem entre os níveis tenha o mesmo percentual e a gratificação por titulação seja incorporada ao salário. Hoje, a carreira não atrai os mais jovens. É preciso que, quando ele entrar, saiba onde pode chegar — afirma a presidente do Andes.


Fonte: O Globo (25/8/2012)

SBPC cobra do MEC diálogo com grevista

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e suas 105 sociedades afiliadas encaminharam, na última quarta, 22, carta ao ministro Aloizio Mercadante. No documento, a Sociedade coloca-se a favor da abertura, em caráter emergencial, de um canal de comunicação entre os docentes, estudantes e funcionários grevistas e os Ministérios da Educação, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e da Casa Civil.

O órgão considera legítima a greve docente que atinge quase a totalidade das universidades federais e reconhece a justeza da pauta de reivindicações da categoria, elencando como urgentes a reestruturação da carreira e a adequação de salários para que beneficiem a qualificação e o desempenho do professor.
Abaixo, a íntegra da carta enviada ao ministro:

“Senhor Ministro,

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e suas 105 sociedades afiliadas, reconhecem a legitimidade do atual estado de greve nas Universidades Federais Brasileiras e manifestam-se a favor da abertura de um canal de comunicação, em caráter emergencial, para abertura do diálogo permanente entre professores, funcionários, estudantes, entidades representativas, e os Ministérios da Educação, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e da Casa Civil. É imperativo buscar uma solução conjunta que leve ao fim da paralisação.

Reconhecemos a necessidade urgente de reestruturação da carreira docente e a adequação de salários compatíveis com a qualificação e o desempenho do profissional docente.

É papel da maior sociedade científica do Brasil e afiliadas, que congregam professores e pesquisadores, manifestarem-se em defesa de uma universidade pública forte e de excelência, que propicia dignidade à carreira do magistério em todos os níveis. Reafirmamos o nosso compromisso com o setor e a necessidade da existência desse canal verdadeiro de diálogo entre as Universidades e o Governo.

Atenciosamente

Helena Bonciani Nader
Presidente
SBPC”


* Com edição da Sedufsm - Seção Sindical

Fonte: ANDES-SN (24/8/2012)

Contra vontade dos servidores da UFTM, técnicos acabam greve

Apesar de posição contrária dos técnicos administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, a categoria, em nível nacional, aceita a proposta do governo e coloca fim à greve. A maioria dos servidores aprovou na noite de quinta-feira o reajuste salarial oferecido pelo Governo, de 15%, pagos em três anos. Com essa decisão, a categoria retoma o trabalho na próxima segunda-feira, dia 27 de agosto.

Em Uberaba foram mais de três meses parados, cerca de 70% da categoria aderiu à greve, cujo objetivo maior era melhoria salarial. E depois de muita manifestação, mesmo não sendo os valores reivindicados, grande parte dos técnicos aceitou a proposta.

“Votamos contra o reajuste oferecido. Antes deste encontro com o governo, o comando nacional de greve mandou a proposta para que as bases votassem. Na nossa assembleia votamos contra, o que estávamos reivindicando era 22% de reposição de perdas salariais, mas o oferecido foi reajuste de 15%, parcelados em três anos, até 2015, isso não repõe as nossas perdas. O reajuste será de 5% a cada mês de março”, explica coordenadora do Sinte-MED, Mirtes Reis.

Segundo a coordenadora, a maioria foi favorável a esta proposta, pois acharam melhor ter algum beneficio do que ficar sem nada. O piso salarial da categoria chegará a R$1.197 daqui a três anos. A minuta do termo do acordo foi assinada ontem pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras. E em Uberaba será realizada, na tarde de hoje, assembleia para comunicar os grevistas que as atividades serão retomadas na segunda-feira.

Já os professores das universidades federais continuam em greve. Representantes da categoria articulam junto a parlamentares para que sejam retomadas as negociações com o governo. Até o momento não há previsões para retorno.
 

MEC critica contraproposta de associação de docentes

Proifes também considera nova oferta da Andes pior que a do governo

Brasília – O Ministério da Educação (MEC) criticou nesta quinta-feira (23) a contraproposta feita pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) para encerrar a greve dos docentes das universidades federais.De acordo com o MEC, a proposta da entidade prevê um investimento superior a R$ 10 bilhões, quando a última proposta feito pelo governo indica o investimento de R$ 4,2 bilhões até 2015.

Já o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) alega que a nova proposta da Andes é pior porque não valoriza a titulação do profissional e pode prejudicar a progressão na carreira. Além disso, custará mais do que a proposta que já foi firmada com o governo e consta no projeto de Lei de Orçamento Anual (LOA), que será encaminhado ao Congresso Nacional.

A contraproposta do Andes-SN já foi negada pelo governo, que reafirmou que as negociações estão encerradas. No último dia 13, Ministério do Planejamento, Ministério da Educação (MEC) e Proifes assinaram acordo fechando proposta que prevê reajustes de 20% a 45% para os professores das federais.

— Se fosse uma boa proposta, a gente apoiaria a reabertura das negociações. Mas ela é de péssima qualidade — defendeu Gil Vicente Figueiredo, da diretoria do Proifes, entidade que representa uma parcela menor da categoria.

A presidente do Andes-SN, Marinalva de Oliveira, afirmou que na contraproposta, os docentes abrem mão de aumento e dão preferência à reestruturação da carreira. O documento pede que, a cada degrau de progressão, os professores tenham ajuste de 4% - anteriormente, o percentual desejado era 5%.

Figueiredo criticou o modelo sugerido pelo Andes de abolir as chamadas classes da carreira docente e substituí-las por níveis. Para o Proifes, a contraproposta do Andes desvaloriza a lógica da titulação, em que o professor irá receber salário mais alto quanto maior for o seu grau de formação, além de dificultar a progressão para quem está no início da carreira.

De acordo com os cálculos da entidade, os professores doutores no topo da carreira, com dedicação exclusiva, receberiam os menores aumentos.

— A proposta dá muito para quem não tem titulação e não incentiva o professor a buscar uma formação melhor— disse Figueiredo.


Fonte: O Globo (23/8/2012)

Completando 100 dias de greve, docentes entregam contraproposta à Presidência

Nesta sexta-feira (24), data que marca os 100 dias de greve nas Instituições Federais de Ensino, o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN protocolou na Presidência da República a contraproposta elaborada pelos docentes e referendada nas assembleias.

O documento foi entregue ao chefe de gabinete da Secretaria Geral da República, Manoel Messias de Souza Ribeiro, que se comprometeu em buscar canal de interlocução junto ao Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, no intuito de obter uma resposta ao movimento grevista em relação à contraproposta.

“Até o momento, o MEC e o Planejamento não se dispuseram a nos receber para conversar sobre a contraproposta. Tudo o que temos ouvido do governo é através da imprensa. Além de intransigente, é uma atitude desrespeitosa com os professores federais deste país”, disse Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN.

Mais que a busca por melhores salários, os docentes lutam pela reestruturação da carreira docente, além da melhoria nas condições de trabalho e ensino. Entre os problemas de infraestrutura enfrentados pelos professores estão a falta de estrutura física, como laboratórios, bibliotecas, salas de aulas e até mesmo material básico de higiene, além de obras abandonadas, algumas há mais de dois anos. Além disso, houve um aumento considerável no número de alunos sem a contrapartida da realização de concurso público para a contratação de docentes e técnicos.

O descaso do governo federal com a Educação Superior já pode ser notado na demora em iniciar as negociações com os docentes. A primeira reunião de negociação só ocorreu quando a greve estava prestes a completar dois meses.

“A extensão da nossa greve é responsabilidade única do governo, que vem ‘empurrando com a barriga’ a reestruturação da carreira desde o ano passado e descumpriu todos os prazos por ele mesmo estabelecido. Deflagramos greve em 17 de maio, após várias tentativas de interlocução junto ao MEC e Planejamento, e só fomos chamados para negociação em meados de julho”, denuncia Marinalva.

Alardeada como um grande reajuste de até 45% no salário dos professores, a proposta apresentada no dia 13 de julho é revestida de armadilhas, que intensificam a desestruturação da carreira e, descontada a inflação do período, acarretam perdas salariais para a maioria da categoria docente.

Por esses motivos, Assembleias Gerais realizadas por todo o Brasil votaram pela rejeição da proposta dos ministérios do Planejamento e da Educação (MEC). Frente ao forte “não” unânime, o governo apresentou uma segunda proposta, que nada mais é do que um “remendo” da primeira, mas anunciada pelo MEC como uma “ampliação do reajuste”, o que também foi rechaçado pelos docentes.

Numa atitude autoritária e antissindical, o governo escolheu então por assinar acordo com uma entidade que não tem representatividade junto à categoria e, no dia 1 de agosto, suspendeu as negociações.

Desde então, o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN vem cobrando a reabertura de negociações e nesta semana apresentou uma contraproposta ao governo, reafirmando a sua disponibilidade de negociação.

“Essa é mais uma demonstração de que seguimos dispostos a negociar e estamos inclusive abrindo mão de reajustes salariais em nome da reestruturação da nossa carreira com base em conceitos definidos”, explica Marinalva.

A modificação reduz os valores da malha salarial, aceitando o piso e teto propostos pelo governo, e também reduz os degraus entre níveis remuneratórios de 5% para 4%, preservando a natureza do trabalho acadêmico, conforme a proposta de carreira docente do ANDES-SN. As assembleias de base aprovaram também a implantação escalonada da contraproposta.


Confira aqui o documento entregue à Presidência da República. 

Fonte: ANDES-SN (24/8/2012)

Docentes e técnicos da UFTM recusam proposta e mantêm greve

Servidores públicos federais não acatam proposta do governo e continuam em greve. Professores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e técnicos administrativos continuam reticentes quanto à proposta do governo por não atender às reivindicações básicas da categoria.

Nesta segunda-feira (20) foi realizada assembleia dos técnicos administrativos para deliberarem pela aceitação ou não da proposta do governo. A recusa foi feita principalmente pela questão da reposição salarial. “Essas assembleias têm que acontecer até terça porque a reunião com o governo será na quarta-feira (22). Nós acabamos de fazer a assembleia e Uberaba recusou, porque os 15% até 2015, sugeridos pelo governo, além de não suprirem os reajustes anuais de inflação, também não tratam das perdas salariais que tivemos. Nós não estamos tendo aumento”, coloca a coordenadora geral do Sinte-MED, Mirtes Reis. Na quarta-feira, o comando nacional passará para o governo o que cada assembleia decidiu e o que vai valer é a decisão da maioria.

Já o comando local de greve dos professores recebeu contraproposta elaborada por seus representantes de Brasília e irá discuti-la hoje (21), a partir das 9 horas, como explica o representante da categoria Bruno Cursino: “O que mais nos importa não são os valores e sim a reestruturação da carreira. Nossa contraproposta respeita a nossa lógica de reestruturação. A carreira hoje é estruturada em 17 níveis. O governo baixou para 13 conforme pedimos, mas está dando um maior reajuste para o final de carreira, que geralmente se leva de 15 a 20 anos para atingi-la. É um jogo de economia. Esta questão e melhores condições de trabalho, o governo ainda não colocou na mesa para discussão”, explica.


Fonte: Jornal da Manhã (21/8/2012)

Greve da UFTM: sem perspectivas

A greve dos professores das universidades federais completou três meses nesta sexta-feira (17) com um grande impasse entre o governo e os sindicatos da categoria, pois ainda não há um acordo para o fim do movimento grevista.

Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), cerca de 80% dos docentes estão parados. A greve deixou notas pendentes e atrasou o calendário escolar. Quando o movimento foi deflagrado, faltavam apenas duas semanas de aula para a conclusão de alguns cursos, o que prejudicou a realização da apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sendo que o diploma de conclusão não foi entregue aos aprovados.

A assessoria da UFTM informou que a Associação dos Docentes da UFTM (Aduftm) aderiu à greve em 17 de maio e não foram cumpridos cerca de 40 dias letivos do 1º semestre. A definição do novo calendário deverá ser discutida após o encerramento do movimento de greve. 

Segundo o Departamento de Registro e Controle Acadêmico, apenas as matrículas dos candidatos aprovados no Vestibular de Inverno foram efetuadas, de acordo com as convocações. “Atualmente, só estão em atividade o Internato do curso de Medicina, do 9º ao 12º períodos, 7º e 8º da Enfermagem e 8º da Biomedicina, todos em campo de estágios curriculares”, ressalta.

Amanhã (20), serão retomadas algumas aulas de disciplinas dos cursos de Engenharia que concluíram o 1º semestre. Os cursos de Engenharia da UFTM são ministrados em regime anual. As datas do Vestibular 2013 estão confirmadas e as provas acontecem em 9 de dezembro, 1ª fase, e 12 de janeiro, 2ª fase.

Greve - A greve foi iniciada em 17 de maio. Do total de 59 universidades, 57 aderiram à paralisação, além dos 37 institutos, centros de educação tecnológica e o Colégio Pedro II. Apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) não aderiram ao movimento.


Fonte: Jornal de Uberaba (19/8/2012)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

22/8 - Plenária com PROENS

PLENÁRIA COM PRÓ-REITORIA DE ENSINO - PROENS

CONVITE

DATA: 22/08/12 - Quarta-feira
HORÁRIO: 14h
LOCAL: Anfiteatro B - CEA

Pauta: Subsídios para elaboração da Repactuação REUNI-UFTM

O GT – Repactuação, a ADUFTM e o Comando Local de Greve convidam toda a comunidade universitária a participar da segunda Plenária a ser realizada com a Pró-Reitoria de Ensino. Na oportunidade será discutido o documento elaborado pelo Grupo de Trabalho com vistas a subsidiar a discussão sobre a Proposta de Repactuação a ser elaborada pelas bases.

A constituição deste grupo tem origem na Plenária realizada no dia 05.07 com a PROENS, tendo sido aprovado com o objetivo de, a partir das diretrizes do REUNI e da proposta REUNI-UFTM, elaborar um roteiro e cronograma de atividades para levantamento de dados e posterior discussão nas bases, subsidiando-as para o levantamento de suas necessidades a serem apresentadas na proposta de repactuação do REUNI-UFTM.

Com base em um conjunto de documentos e trabalhos acadêmicos relativos ao REUNI, o GT - Repactuação levantou uma série de dados para avaliação das metas traçadas no REUNI-UFTM (2008-2012) a partir de suas seis dimensões e elaborou alguns indicadores que possibilitarão elucidar o alcance ou não destas metas pela UFTM. Todas estas informações constam do documento que será apresentado às bases na Plenária para que façam uma profunda reflexão sobre suas necessidades e elaborem suas propostas para a consolidação de um documento de Repactuação da UFTM que reflita verdadeiramente uma busca pelo padrão público, gratuito e de qualidade para nossa Universidade.

A GREVE É FORTE. A LUTA É AGORA!

ADUFTM E COMANDO LOCAL DE GREVE
Uberaba, 20 de agosto de 2012

21/8 - Assembleia Geral Docente

ASSEMBLEIA GERAL DOS DOCENTES

Edital de Convocação

DATA: 21 de agosto de 2012
HORÁRIO: 09h
LOCAL: Sala 06 – Prédio Central da UFTM (em frente ao Mercado Municipal)

PAUTA:
1. Informes Locais
2. Informes Nacionais
3. Avaliação Política
4.Referendo de contraproposta elaborada pelo CNG/ANDES-SN a partir das indicações das Assembleias Gerais realizada na semana de 13 a 17 de agosto.
5. Encaminhamentos.


ADUFTM e Comando Local de Greve
Uberaba, 20 de agosto de 2012

Professores da UnB tentam retomar greve

Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Os professores da Universidade de Brasília (UnB) ligados ao comando da greve tentam invalidar o resultado da assembleia promovida na sexta-feira pela Associação dos Docentes da Universidade (ADUnB), quando foi determinado o fim da paralisação iniciada há três meses. O comando de greve alega que a reunião decisiva estava marcada para amanhã (21) e que a decisão da assembleia antecipada deveria ser anulada.

O reitor José Geraldo de Sousa Junior se encontrou com o grupo e disse que também estranhou a antecipação. Para ele, a assembleia convocada para esta terça-feira "é que deveria decidir os rumos do movimento". Ele pediu aos professores que, ao tomar decisões, mantenham o foco "nos objetivos que a universidade tem para com a sociedade".

Integrante do comando de greve, a professora Raquel Nunes admitiu que a reunião da ADUnB foi feita "de forma legítima, mas a decisão [pelo fim da greve] foi incorreta porque deveria ter sido discutido amplamente". Ela entregou à direção da ADUnB um abaixo-assinado de 230 professores pedindo a manutenção da assembleia prevista para amanhã.

Outras duas assembleias estão marcadas para amanhã. A primeira será a dos estudantes da universidade. Eles estão em greve há dois meses, em solidariedade aos professores. A outra será dos servidores da área técnica que também estão paralisados.

Fonte: Agência Brasil (20/8/2012)

CNG - Agenda da Semana


sábado, 18 de agosto de 2012

Greve das universidades gera reflexos para estudantes em MG

Aluna da UFTM afirma ter perdido oportunidades de emprego.
UFU diz que resposição das aulas será definida após o fim da greve. 

Luiz Vieira e Felipe Santos
Do G1 Triângulo Mineiro

A greve de professores das universidades e institutos federais em todo o país completa três meses nesta sexta-feira (17). Até o momento, a negociação entre o governo federal e os professores para o retorno das atividades não caminhou e um calendário de reposição de aulas também não foi fechado na maioria das instituições de ensino. Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, a situação na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) permanece a mesma com cerca de 80% dos docentes parados. Para alguns estudantes que estavam concluindo o curso a greve prolongada gerou reflexos. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) ocorre a mesma situação. O comando de greve da universidade estima que 90% dos docentes tenham aderido à greve. A assessoria de imprensa da UFU afirmou que a reposição das aulas perdidas será definida apenas depois que houver uma data para a greve terminar.

Aluna da UFTM fez colação de grau simbólica
A universitária Natália Londe de Moura é aluna do curso de Terapia Ocupacional da UFTM e teve uma colação de grau simbólica. Isso porque a estudante contou que quando foi deflagrada a greve faltavam apenas duas semanas de aula para a conclusão do curso e mesmo faltando tão pouco tempo não foi possível realizar a apresentação do trabalho de conclusão. Com isso, o diploma foi adiado para o fim da greve. "Quando a greve teve início faltavam duas semanas para que eu concluísse o curso. Tivemos a colação de grau, mas foi simbólica, ou seja, não recebemos o diploma. Os alunos já estavam pagando a festa de formatura fizeram o evento assim mesmo sem ter a colação de grau. No meu curso como estávamos no finalzinho, estávamos fazendo apenas estágio, não havia mais aula nem nada do tipo. Então faltava uma semana de estágio e na outra semana seria a apresentação do trabalho de conclusão de curso", explicou.

Assim como Natália, outras três turmas dos cursos de Nutrição, Letras e Fisioterapia não conseguiram concluir os trabalhos e terão que finalizar as provas e apresentações no próximo semestre. Para a estudante a demora nas negociações e no fim do movimento são um problema e já estão prejudicando a vida profissional dela. "O que me prejudicou foi o fato de faltarem apenas duas semanas para a conclusão do curso e não conseguir me formar. Agora estou perdendo oportunidades de trabalho por não ter concluído o curso. Já perdi duas propostas. Passei em um concurso público também e devo ser chamada, pois precisaria assumir antes das eleições, mas quando chamarem não vou poder tomar posse por não ter concluído o curso", afirmou a estudante.

Segundo o professor e representante do comando de greve dos docentes do UFTM, Bruno Curcino, não há ainda um acordo com o governo para o fim do movimento grevista. "Não há sinalização de suspensão da greve. Até a última assembleia tivemos rejeição completa da proposta do governo. Estamos fazendo um trabalho de sensibilização dos parlamentares sobre o trabalho do governo para reabertura dos canais de negociação", disse. Ainda de acordo com o professor, o nível de adesão dos professores ao movimento grevista foi mantido e permanece na faixa de 75% a 80% e não há regressos de professores para a sala de aula.

Por meio de nota, a assessoria da UFTM informou que a Associação dos Docentes da UFTM (ADUFTM), em assembleia dos docentes, aderiu à greve em 17 de maio e não foram cumpridos cerca de 40 dias letivos do 1º semestre. A definição do calendário deverá ser discutida após o encerramento do movimento de greve. Segundo o Departamento de Registro e Controle Acadêmico, apenas as matrículas dos candidatos aprovados no Vestibular de Inverno foram efetuadas de acordo com as convocações. Atualmente, só estão em atividade o Internato do curso de Medicina, do 9º ao 12º períodos, 7º e 8º da Enfermagem e 8º da Biomedicina, todos em campo de estágios curriculares. Na segunda-feira (20) serão retomadas algumas aulas de disciplinas dos cursos de Engenharia que concluíram o 1º semestre. Os cursos de Engenharia da UFTM são ministrados em regime anual. As datas do Vestibular 2013 estão confirmadas e as provas acontecem em dia 9 de dezembro, 1ª fase, e dia 12 de janeiro, 2ª fase.

UFU
O presidente da Associação dos Docentes da UFU (Adufu) e do comando geral de greve, Aurelino José Ferreira Filho, afirmou que foi decidido manter a greve após uma assembleia na quinta-feira (16). Além disso, foram discutidos pontos de flexibilização. "Estamos buscando os pontos de flexibilização sem abrir mão dos nossos interesses. Apresentamos uma contraproposta salarial e de carreira e nenhum acordo foi fechado. Entendemos que não restava alternativa se não continuar com a greve", afirmou.

A adesão dos técnico-administrativos da UFU está em torno de 50%, segundo o membro do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Federais de Ensino (Sintet-UFU), Silnando Silveira Ferreira. Ele afirmou que na segunda-feira (20) haverá uma assembleia da categoria na qual será apresentada a proposta do governo discutida nesta sexta-feira (17). "O comando nacional de greve fez outra reunião no Ministério do Planejamento e deve avaliar a proposta neste fim de semana. Na segunda-feira (20) vamos debater em uma assembleia às 14h e ter um posicionamento do comando nacional", revelou.

A assessoria de imprensa da UFU afirmou que enquanto a greve não terminar não é possível prever como serão repostas as aulas perdidas pelos alunos. Segundo a assessoria, é necessário saber quanto de 2013 será necessário atrasar pra repor as aulas, assim como a quando os alunos vão poder se matricular para o segundo semestre.

Em relação aos novos alunos, a universidade realizará neste fim de semana a segunda etapa do vestibular, depois do cancelamento do no dia 24 de junho, devido ao vazamento de algumas questões da primeira e segunda etapas. O resultado será divulgado no dia 11 de setembro, quando sairá a lista dos candidatos aprovados na primeira chamada. No entanto, a data para a matrícula não foi determinada.

Fonte: G1 Triângulo Mineiro (17/8/2012)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Greve nas Instituições Federais de Ensino completa três meses

A greve nas Instituições Federais de Ensino (IEF) completa três meses nesta sexta-feira (17). A paralisação teve início no dia 17 de maio e atinge no momento 56 universidades federais e quase 90% dos Institutos Federais.

O movimento foi ampliado com a greve dos Estudantes e também com o início, em junho, da paralisação nas bases do Sinasefe e da Fasubra, unificando a luta dos docentes, estudantes e técnicos administrativos pela Educação Pública de qualidade. Hoje o movimento grevista representa a maior paralisação no Setor da Educação Federal nos últimos dez anos, demonstrando o descontentamento em relação às condições de trabalho, ensino, permanência e denunciando a precariedade nas IFE.

Apesar das investidas do governo federal buscando enfraquecer e dividir as categorias, a mobilização segue forte, em resposta ao autoritarismo do governo federal em tentar empurrar aos docentes um acordo firmado com uma entidade que não representa a categoria.

“O momento é duro. O governo suspendeu unilateralmente as negociações com a categoria, firmando um simulacro de acordo, que não atende as nossas reivindicações e os motivos que nos levaram à greve. Insistimos pela reabertura de negociações e já apresentamos nas reuniões os principais pontos da carreira que queremos discutir, inclusive alguns que não acarretam em impacto no orçamento”, diz Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN.

Pela reabertura de negociação
Nas duas últimas semanas, os Comandos Nacional e Locais de Greve do ANDES-SN realizaram diversas ações com o intuito de pressionar o governo a reabrir negociação com a categoria.

Nos estados, além de passeatas, panfletagem, aulas públicas, ato-shows, os docentes buscaram os deputados e senadores em seus estados, solicitando que os mesmos intervenham junto aos Ministros Aloizio Mercadante (MEC) e Miriam Belchior (Planejamento) pela retomada do diálogo com a categoria. Os reitores também foram procurados nas Universidades e Institutos para que exerçam pressão junto ao Ministério da Educação.

Em Brasília, o CNG do ANDES-SN enviou ofício aos ministros solicitando audiência para a retomada de negociação. A pedido dos docentes foram realizadas reuniões com a Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), com o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e com o Conselho Nacional dos Dirigentes das Escolas de Educação Básica (Condicap), na qual foi solicitada a interveniência das entidades junto ao MEC.

Também aconteceu, por solicitação do CNG do ANDES-SN, uma audiência com os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Cristovam Buarque (PDT-DF). Durante a reunião com mais de 80 docentes, eles se comprometeram a cobrar do governo federal a reabertura de negociações com os docentes federais em greve.

Os parlamentares irão ainda articular o participação de outros senadores e também solicitar uma reunião tanto com o MEC quanto com o Planejamento, para cobrar uma solução para o impasse. Um novo encontro deve acontecer na próxima semana, com a presença de deputados federais, para ampliar a comissão e o apoio parlamentar aos professores em greve.

Na quinta-feira (16), às vésperas de completar três meses em greve, os docentes foram ao Palácio do Planalto entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff, na qual cobram da chefe de estado interveniência pela reabertura imediata de negociações. No documento, recordam que, durante sua campanha eleitoral, a presidente ressaltou que não “se pode estabelecer com o professor uma relação de atrito quando esse pede melhores salários, recebê-lo com cassetete ou interromper o diálogo”. Leia aqui a Carta à Presidente Dilma Rousseff. 

Nesse mesmo dia, em um ato simbólico, os professores fizeram o enterro e ressurreição da educação pública, com cortejo fúnebre que partiu do MEC e seguiu até o Congresso Nacional. Confira aqui as fotos. 

O que os docentes querem
Além de melhoria nas condições de trabalho e ensino nas instituições, com atendimento das pautas locais, os docentes federais reivindicam uma carreira única, mais simples, com 13 níveis e steps definidos, com valorização da titulação e do regime de trabalho, em especial a Dedicação Exclusiva, incorporação das gratificações e paridade entre ativos e aposentados. Veja aqui o plano de carreira proposto pelo ANDES-SN, aprovado por unanimidade no 30º Congresso do Sindicato Nacional. 

“O governo trabalha com uma lógica diferente da nossa, com uma proposta que cria diferenciações internas na categoria, entre ativos e aposentados e entre docentes que exercem a mesma função em instituições diferentes. Inclusive com a desconstrução da lógica da dedicação exclusiva”, aponta Marinalva Oliveira.

Durante os trabalhos do GT Carreira, foram identificados pontos de divergência e convergência entre as propostas do ANDES-SN, do governo e das outras entidades do setor da educação.

Até o momento identificamos seis pontos de divergências muito agudos, mas que consideramos ser possível superá-los desde que a gente efetivamente negocie. Nós acreditamos que o conflito é possível de ser resolvido”, disse a presidente do Sindicato Nacional, ressaltando que os docentes sempre estiveram disponíveis à negociação. 

Conheça aqui os pontos de divergência nas propostas. 

Fonte: ANDES-SN (17/8/2012)

Governo e técnicos administrativos das universidades federais não chegam a um acordo para pôr fim a greve

Daniella Jinkings
Repórter da Agência Brasil 

Brasília – As negociações entre o governo federal e técnicos administrativos de universidades federais continuam sem acordo. Hoje (16), durante reunião no Ministério do Planejamento, representantes do governo mantiveram a proposta de reajuste de 15,8% em três parcelas até 2015, além do atendimento de vários aspectos da carreira.

Os representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) vão levar a proposta, que já havia sido rejeitada pela categoria, para assembleia e, até a próxima semana, os sindicalistas darão uma resposta ao governo.

De acordo com o coordenador-geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 22, quando também será feita uma plenária com servidores de vários lugares do país. “É complicado [dizer que vai haver acordo], pois o patamar de reajuste continua o mesmo. A categoria já havia rejeitado [a proposta], mas as coisas mudam e vamos esperar para ver o que a categoria vai decidir”, disse Almeida.

Para o secretário de relações de trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a proposta do governo é boa, pois assegura a cerca 180 mil servidores a manutenção do poder de compra dos salários. Ele espera agora que os servidores “reconheçam o esforço feito pelo governo em um momento de conjuntura internacional bastante difícil” e aceitem a proposta. O impacto no Orçamento da proposta apresentada pelo governo seria de R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Só para 2013, o custo atingiria R$ 670 milhões. A proposta inicial iria custar R$ 1,7 bilhão a mais na folha de pagamento.

Fonte: Agência Brasil (16/8/2012)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Professores da UFBA destituem a diretoria da APUB

Em assembleia histórica, categoria docente repudia práticas antidemocráticas do próprio sindicato, constituindo-se como importante exemplo para o movimento sindical nacional.

Os professores da Universidade Federal da Bahia realizaram, nesta quarta-feira, às 15h, na Faculdade de Arquitetura, uma assembleia para discutir a destituição da atual diretoria da APUB-sindicato, com a presença de 217 professores.

Para maior indignação dos presentes, antes de se iniciar a assembleia, um oficial de justiça apresentou uma liminar deferida pela Juíza Karina Freire Araújo de Carvalho da 28ª Vara do Trabalho de Salvador impedindo a votação referente à destituição e autorizando o uso de força policial caso a liminar não fosse cumprida. Os réus do processo são os membros do comando de greve que não poderiam conduzir a votação sob pena de pagamento de multa diária de 5 mil reais até o limite de 30 dias. Como a assembleia foi legitima e legalmente convocada pelos professores reunidos em assembleia no último dia 7, sob condução da própria diretora presidente da APUB, os professores filiados deram seguimento à assembleia e a dirigiram sem a participação dos membros do comando de greve.

Apesar da evidente tensão que a gravidade da destituição de uma entidade carrega, a assembleia correu com total tranquilidade. Todas as falas e avaliações reforçaram a necessidade da destituição da diretoria com base no seu flagrante desrespeito às deliberações da sua instância máxima: a assembleia geral. Desta forma, foi aprovada por ampla maioria a destituição imediata da diretoria. Apesar da atitude - considerada autoritária e violenta pelos professores - da diretoria da APUB de impedir alguns professores de se filiarem nos últimos dias, seus votos foram nominalmente incluídos. Para dar continuidade aos procedimentos após a destituição, foi constituída e votada uma comissão provisória, composta por 5 professores, para assumir o funcionamento da instituição e convocar novas eleições o mais rápido possível. A comissão foi empossada na própria assembleia, formada pelos profs. André Netto, Tomasoni e Osmário do IGEO, Ailton jr da POLI e Maurício Azevedo de Direito. Para o assombro de todos, a direção do sindicato procura incriminar a sua própria categoria, ao conduzir os conflitos existentes para esfera judicial. Porém, com a sua destituição e a constituição de uma nova comissão provisória para assumir o sindicato, os professores da UFBA esperam encontrar representatividade legítima e em sintonia com sua vontade soberana para conduzir com autonomia suas reivindicações.

Fonte: Comando de Greve dos Docentes da UFBA (15/8/2012)

Após marcha, professores entregarão carta ao governo para reabertura de negociação

Do NE10

A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi ocupada por cerca de 10 mil servidores federais, na manhã desta quarta-feira (15), durante protesto pela reabertura das negociações com a categoria, em greve há três meses, no caso dos servidores da educação. Um novo ato está marcado para esta quinta-feira, após o qual será entregue uma carta à presidente Dilma Rousseff com as contra-propostas dos servidores. Em Pernambuco, haverá assembleia geral.

A avenida que fica em frente à Esplanada ficou tomada pelos manifestantes, que seguiram em marcha pela extensão do Eixo Monumental, ao som de marchinhas e palavras de ordem.

Nesta quinta está programada uma aula pública em frente ao Ministério da Educação (MEC). Após o ato, representantes do Comando Nacional de Greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (CNG/ANDES-SN) irão ao Palácio do Planalto entregar uma carta à presidente Dilma Rousseff, na qual pedem a reabertura de negociação.

Na semana passada, o Ministério da Educação reafirmou que as negociações estariam encerradas e que não haveria qualquer possibilidade de reabertura.

PERNAMBUCO - Está programada uma assembleia geral, nesta quinta-feira (16), às 13h30, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA-UFPE). Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) rejeitaram, por unanimidade, a última proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento que previa um rejuste variável de 25% até 40%.

Os professores estão em greve desde o dia 17 de maio. A categoria reivindica, além de reajuste salarial de 20,5% ainda neste ano, melhores condições de trabalho e reestruturação da carreira de docente.

A paralisação atinge também a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), além dos insitutos federais de ensino tecnólogico.

Fonte: NE 10 (15/8/2012)

Governo federal e técnicos administrativos de universidades não entram em acordo e greve continua

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O impasse entre governo federal e técnicos administrativos de universidades federais continua. Após cinco horas de reunião, representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) mantiveram a rejeição à proposta do governo.

Segundo o coordenador-geral do Sinasefe, Gutermberg Almeida, houve avanços em alguns pontos, no entanto, o reajuste de 15,8%, fracionado até 2015, foi mantido pelo governo e o item travou a negociação. “Avançamos em alguns quesitos, mas o governo mantém o aumento de 15% em três anos e isso já foi recusado pela categoria. Entendemos que há possibilidades reais de melhorar essa proposta”, disse.

A coordenadora-geral do Fasubra, Janine Teixeira, endossou a insatisfação com o reajuste oferecido “A proposta que o governo manteve, a categoria já rejeitou. Essa oferta não tira as universidades da greve. Continuamos sem previsão de matrícula”, disse. Os técnicos administrativos do ensino superior defendem aumento de 15% para 2013 ou 25%, distribuído até 2015.

O secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, descartou reajuste além dos 15,8% oferecidos. “Não há espaço para avançarmos mais nesse índice. É a oferta final do ponto de vista orçamentário, o governo tem que lidar com outras negociações”, justificou.

Mesmo com a contrariedade da categoria, Mendonça acredita que o acordo está próximo. “O governo está convencido que a proposta foi muito boa. Acredito que estamos muito perto do desfecho”, disse. O secretário disse que o governo flexibilizou a proposta em dois itens.

A proposta apresentada pelo governo teria um impacto no Orçamento de R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Só para 2013, o custo será R$ 670 milhões. A proposta inicial iria custar R$ 1,7 bilhão a mais na folha de pagamento. “Alguns percentuais foram melhorados. Houve avanço no aspecto de carreira e aumento no percentual de incentivos de qualificação”, explicou Mendonça. Uma nova reunião ficou agendada para amanhã (16), às 19h.

Fonte: Agência Brasil (15/8/2012)

Reajuste maior a titulados é inegociável, diz Mercadante

CÉLIA FROUFE, EDUARDO RODRIGUES, ANNE WARTH, RENATA VERÍSSIMO E EDUARDO CUCOLO - Agência Estado

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou ser "inegociável" a determinação do governo de conceder maiores reajustes a professores com mestrado, doutorado e dedicação exclusiva. "Há um grande estímulo à titulação. Queremos incentivar o crescimento dentro da carreira e a academia é um ambiente de titulação", afirmou. Segundo ele, dois terços dos docentes, hoje, têm dedicação exclusiva.

Na avaliação de Mercadante, o governo apresentou a melhor proposta possível para o setor. "Não conheço nenhuma proposta melhor para os professores, tanto do setor público quanto do privado", disse, ressaltando que o professor com título que recebe um salário de até R$ 12 mil pode obter remuneração de R$ 17 mil em três anos.

O ministro salientou que o acordo fechado com os professores no ProInfo é o que será remetido ao Orçamento. "Estamos otimistas também com a possibilidade de fecharmos as negociações com os técnicos administrativos hoje", disse Mercadante. A partir daí, segundo ele, a tarefa será construir um calendário de reposição de aulas nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, para que os alunos não tenham prejuízos maiores do que tiveram até o momento.

Mercadante conversou com os jornalistas ao final do evento "Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias". De acordo com ele, há uma carência de engenheiros no País porque o Brasil ficou, durante 20 anos, com uma taxa de investimento muito baixa. Isso levou os estudantes, conforme o ministro, a escolherem áreas não ligadas à produção e à tecnologia. "Este é um problema grave no Brasil. Já verificamos um aumento na demanda por engenheiros e o governo formata novos estímulos à entrada de alunos nessas áreas", relatou. Além disso, segundo Mercadante, há uma evasão relativamente grande dos estudantes da área de exatas no Brasil, porque existe uma deficiência na formação em matemática e também porque muitos acabam se integrando ao mercado de trabalho mais cedo, atraídos por ofertas de emprego em um mercado muito aquecido.

Fonte: Estadão.com.br (15/8/2012)

Greve de servidores federais na cidade atinge vários segmentos

Greve dos servidores públicos federais afeta vários setores em Uberaba, principalmente relacionados à Educação e Saúde. Até o momento estão parados os professores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, estudantes, técnicos administrativos do Hospital de Clínicas, professores do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) e agentes da Polícia Federal. Todos reivindicam melhorias salariais e condições adequadas de trabalho. Quanto às negociações, até o momento em nenhuma das categorias houve avanço.

Em greve há quase três meses, os professores da Universidade Federal do Triângulo Mineiro prometem que somente retomam as atividades com uma proposta que atenda às reivindicações da categoria. Já foram realizados alguns encontros com a equipe do Governo Federal, propostas que, segundo eles, não atendem às solicitações. De acordo com Bruno Cursino, do comando de greve, 70% professores da instituição estão parados. “Somente não estão parados os profissionais da Engenharia, pois os cursos são anuais. Mas os demais estão em greve, e as aulas estão suspensas, pois não é possível começar um novo calendário escolar sem terminar o semestre, interrompido em maio”, explica Bruno.

Ainda segundo o professor, as aulas deverão ser repostas quando acabar a greve, mas, para isso, não há previsão. Até o momento, em todo país, apenas duas instituições federais de ensino superior encerraram a greve e voltaram às aulas. “Estamos tentando todos os meios para fazer uma negociação e chegar a um acordo final”, explica Bruno.

Outro setor que também está em greve há dois meses é o dos técnicos administrativos do Hospital de Clínicas. De acordo com Mirtes Reis, coordenadora-geral do Sinte-MED, 70% dos profissionais estão parados, atendendo em regime de escala, para não prejudicar as tarefas do hospital. “Nesta semana tivemos assembleia para discutir proposta do governo, que apresentou um reajuste de 15%, parcelados em três anos. A categoria, que pede reposição das perdas salariais de 22%, não aceitou a proposta e continua em greve”, explica Mirtes.

Já os agentes da Polícia Federal começaram a greve no na semana passada e desde então realizam manifestações na cidade. Reestruturação da carreira e melhoria salarial são as principais reivindicações da categoria. De acordo com o delegado sindical Alexandre Taveira, o atendimento ao público e emissão de passaportes estão suspensos e só ocorrem em casos emergenciais. “Atendemos à solicitação da presidente Dilma Rousseff e voltamos com os serviços em aeroportos e nas fronteiras. Mas, somente até esta quarta-feira, pois ela nos garantiu que vai nos apresentar uma proposta”, explica Taveira, ressaltando a greve foi deflagrada por todos os agentes, papiloscopistas e escrivães da PF, os quais representam 80% de todo o efetivo.

Fonte: Jornal da Manhã (15/8/2012)

FHC apoia endurecimento de Dilma com servidores federais em greve

Para ex-presidente, governo passa por um momeno de dificuldade financeira e fiscal

Daiane Cardoso - Agência Estado

SÃO PAULO - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu nesta terça em defesa da postura da presidente Dilma Rousseff em manter resistência às reivindicações dos servidores federais em greve. Em palestra promovida pelo Fundo Nacional da Qualidade (FNQ) em São Paulo na manhã desta terça-feira, 14, FHC lembrou que o governo Dilma enfrenta dificuldades financeiras e que sua situação é distinta do período governado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A presidente Dilma está num momento de dificuldade financeira e fiscal e muita pressão dos funcionários que se habituaram no governo Lula, que tinha mais folga (orçamentária), a receber aumentos", disse o ex-presidente após participar do Seminário Internacional em Busca da Excelência. Para o ex-presidente, por Dilma não ter a mesma condição financeira do seu antecessor, ela foi obrigada a enrijecer com o servidores. "Não vejo como ela não pudesse enrijecer", avaliou FHC.

O endurecimento do governo em relação às paralisações também ganhou o apoio dos empresários. Para o presidente da Fiat Brasil, Cledorvino Belini, com a redução de juros, os funcionários públicos viram as chances de impor sua agenda de reivindicação.

"Os funcionários públicos perceberam um espaço no orçamento e eles querem conquistar esse espaço, até de forma abusiva", concluiu. Já para o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, o debate em torno das paralisações das categorias federais virou "uma guerra de reivindicação". "O debate não está racional, está reivindicatório", comentou.

Fonte: Estadão.com.br (14/8/2012)

Maioria das universidades federais ainda não discute reposição de aulas

Calendário foi cobrado pelo Ministério da Educação, mas a maior parte das instituições federais de ensino superior segue em greve

Apesar de solicitação feita pelo Ministério da Educação (MEC), a maior parte das universidades e institutos federais ainda não discute o calendário de reposição de aulas. A informação é do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Carlos Edilson de Almeida Maneschy, também reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Proposta recusada: Técnicos de universidades querem reajuste de 15% em 2013 
Protesto: Servidores federais ateiam fogo em pneus e bloqueiam acesso à UFRJ 
Calendário: Mesmo antes do fim da greve, MEC cobra reposição das aulas de reitores

 O MEC informou que as universidades estão em contato com os seus respectivos conselhos superiores para discutir a questão e ainda responderam à pasta.

Segundo Maneschy, os reitores aguardam o desdobramento das negociações, já que apenas três instituições votaram em assembleia pelo fim da greve: Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica do Paraná (IFPR).

Na última quinta-feira (9), o MEC encaminhou circular aos reitores reiterando que as negociações com os professores estão encerradas e pedindo envio dos planos de reposição de aulas à pasta. De acordo com Meneschy, não há orientação unificada da Andifes sobre como responder à solicitação devido à autonomia universitária.

Meneschy disse que os planos de reposição não vêm sendo debatidos em razão da incerteza quanto aos rumos da paralisação. "Só as instituições que voltaram [estão fazendo calendário]. As outras, nenhuma está discutindo. A minha não está", disse.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do MEC para saber quantas universidades já atenderam ao pedido de encaminhar o plano de reposição. Até o fechamento desta matéria, o órgão não havia respondido.

Greve continua 
No dia 31 de julho, o Ministério da Educação assinou acordo para o fim da greve com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), um dos quatro sindicatos que representam os docentes. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) se recusaram a ratificar a proposta e orientaram as bases a endurecer o movimento.

Desde então, assembleias de professores em vários campus votaram pelo prosseguimento da greve. Segundo o Andes-SN, 57 instituições rejeitaram a proposta governamental e seguem paralisadas. Nesta segunda-feira (13), a reportagem da Agência Brasil esteve na Universidade de Brasília (UnB) e constatou que as atividades letivas continuam suspensas. Estudantes como Guilherme Bruno, 19 anos, aluno do terceiro semestre de Física, não tiveram qualquer informação sobre possível retomada das aulas. "Estou sem aula desde 27 de maio, está tudo parado. A negociação está bem desorganizada, não estamos entendendo o caminhar da greve", disse.

De acordo com José Américo Soares Garcia, decano (professor mais antigo de uma universidade, que pode presidir a um conselho) de graduação da UnB, o calendário da instituição continua suspenso e os dirigentes aguardam novas assembleias da Associação dos Docentes da UnB (Adunb) sobre a paralisação. "A gente tem um calendário de reposição provisório, que vai sendo atualizado a cada semana. Quando for decidido o fim da paralisação, ele será imediatamente encaminhado ao Cepe (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) para aprovação", disse.

O decano diz que, segundo o calendário provisório, se as aulas recomeçassem hoje na UnB, o primeiro semestre de 2012 prosseguiria até o final de outubro. Seriam concedidas três semanas obrigatórias de recesso, e o segundo semestre de 2012 se estenderia até a segunda semana após o carnaval de 2013. "É uma simulação, pois a Adunb votou pela continuação da greve na UnB. Enquanto não voltarem as aulas, a previsão vai sendo jogada para frente", disse.

Fonte: Último Segundo (13/8/2012)

Servidores da Capes deflagram greve

Paralisação deve atingir CNPq nesta terça

A Associação dos Servidores da Fundação Capes (Ascapes) aprovou deflagração de greve a partir desta segunda, 13 de agosto. É mais um setor do funcionalismo federal a iniciar uma paralisação. Já os servidores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realizam assembleia geral nesta terça, 13, quando também podem aderir ao movimento paredista, conforme edital de convocação publicado pela associação classista (Ascon). A justificativa para a movimentação nesse segmento é, a exemplo de outros setores do funcionalismo, a intransigência do governo no tratamento aos servidores da área de Ciência e Tecnologia.

Para o presidente da SEDUFSM e diretor do ANDES-SN, Rondon de Castro, os fatos recentes apenas reforçam a convicção de que o governo Dilma foi empurrando os conflitos com os servidores com barriga. “Desde que a presidente assumiu, o que tem ocorrido é um processo de enrolação. E, com isso, o que temos agora é uma insatisfação generalizada, o que deve obrigar o governo a deixar sua postura arrogante de lado e negociar”.

Por outro lado, Rondon vê na paralisação dos servidores dessas entidades a oportunidade para que se repense, dentro das universidades, essa constante tentativa de fazer da pós-graduação um ente apartado do restante. “Temos que conscientizar a todos que a greve é da universidade e não apenas da graduação”, destacou.

Desrespeito
Em nota publicada no site da Ascapes, a entidade afirma que “vários programas da Capes podem ser prejudicados por uma postura desrespeitosa do Governo em relação aos servidores da Ciência e Tecnologia.”

Acrescenta ainda a nota da Associação que:

“A AsCapes entende a importância da Capes para o desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia e do Brasil como potência e como um país mais justo (e sem miséria!), mas também sabe que o principal instrumento para tal é o trabalho sério e comprometido de seus servidores. A frustração em relação às negociações com o Governo, após longos meses de reuniões, resultou na insatisfação geral dos servidores da Carreira de C&T que se mobiliza, sem alternativa, para uma greve geral da categoria, objetivando uma negociação séria e justa quanto às questões salariais, de condições de trabalho e a pauta nacional.”

A nota finaliza dizendo: “Nossa preocupação primária como servidores públicos de carreira é com o futuro da Educação, Ciência e Tecnologia, com bolsistas e pesquisadores e com a construção de um país menos desigual. Por isso, em prol da continuidade das atividades da Capes, esperamos encerrar nossa mobilização o mais brevemente possível.”

Fonte: SEDUFSM (13/8/2012)